Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Calma aparente não esconde temor por mais manifestações na China

Domingo, 12 de Julho de 2009 às 13:05, por: CdB

A situação começou a voltar ao normal em Urumqi neste domingo, com tropas de segurança concentradas nos bairros de Uighur enquanto autoridades apontam a estabilidade da região de Xinjiang como a prioridade. As lojas abriram e o trânsito intenso retornou às ruas de Urumqi, a capital da região deserta na fronteira ocidental da China, após 184 pessoas morrerem em conflitos étnicos na última semana, quando Uighurs se revoltaram e atacaram os residentes chineses Han.

De acordo com os dados oficiais, 137 dos mortos eram chineses Han, que formam a maioria da população de 1,3 bilhão da China, e 46 eram Uigjurs, o maior grupo muçulmano de Xinjiang, que divide seus laços culturais com os povos da Ásia Central.

– Parece que estamos voltando ao normal agora, mas eu sinto que vai haver mais problemas – disse Xia Lihai, um vendedor chinês Han.

Ele afirmou haver riscos de mais protestos quando as prisões, julgamentos e sentenças forem anunciados. Um incêndio em uma refinaria operada pela PetroChina foi controlado na manhã de domingo, e a polícia não descarta um ataque premeditado. No sábado, Zhou Yongkang, a autoridade para Assuntos de Segurança, visitou as cidades de Kashgar e Hotan, no sul de Xinjiang, pedindo uma "parede de aço" de segurança para "vencer a dura batalha para manter a estabilidade de Xinjiang".

As autoridades devem "cortar os perigos escondidos pela raiz", ele disse, acusando "forças hostis" do país e do exterior pelos protestos. A TV local exibe apelos constantes por harmonia étnica, enquanto o acesso à internet foi bloqueado em Xinjiang.

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