O tenista argentino Agustín Calleri voltou a criticar nesta terça-feira o comportamento do público na final do Aberto do Brasil, no fim-de-semana, quando foi derrotado por Gustavo Kuerten.
``Eles se comportaram muito mal, realmente havia 4.500 pessoas, mais ou menos todo o estádio, me insultando o tempo todo, não me deixaram jogar tranquilo toda a partida, nem no sábado nem no domingo'', disse o argentino em entrevista coletiva em Acapulco, México
A final, no balneário da Costa do Sauípe (BA), foi jogada em dois dias por causa da chuva de sábado à noite. Guga venceu com parciais de 3-6, 6-2 e 6-3. ``Era pior que um campo de futebol, porque ali no campo não acontece tanto. Eu nem digo que se comportem mal em todos os jogos, acho que acontece por causa do ódio que têm dos argentinos, nada mais'', explicou.
O tenista de Río Cuarto, Província de Córdoba, tem 27 anos e é o 21o. do ranking. Ele está no balneário de Acapulco para participar do Aberto Mexicano, que ele venceu em 2003. Na quarta-feira, ele estréia diante do peruano Luis Horna.
``Respeitam o Guga na Argentina, gostam muito dele, é tratado como se fosse um argentino a mais, então o que fizeram comigo foi para mim muito vergonhoso'', acrescentou. Logo depois do final do jogo no Brasil, Calleri, integrante da equipe argentina da Copa Davis, disse essas mesmas palavras pelo microfone ao público brasileiro, antes que Kuerten assumisse a palavra e acalmasse a situação.