Secretário de Estado da Califórnia, Alex Padilla liberou os militantes em prol da "Nação da Califórnia”. O Calexit iniciará o recolhimento das quase 600 mil assinaturas necessárias para que a medida seja submetida à votação
Por Redação, com ACSs e agências internacionais - de Los Angeles, EUA
Na primavera de 2019, o Estado norte-americano da Califórnia vai às urnas, em um referendo sobre a permanência, ou não, nos Estados Unidos da América. O ‘Sim’, no movimento já batizado de ‘Calexit’, segundo os organizadores, será “uma oportunidade histórica, porque a campanha pela independência qualificará os cidadãos, em 2018, a votar contra, ou a favor, da completa separação dos EUA”.
Secretário de Estado da Califórnia, Alex Padilla liberou os militantes em prol da "Nação da Califórnia”. O Calexit iniciará o recolhimento das quase 600 mil assinaturas necessárias para que a medida seja submetida à votação, nas próximas eleições legislativas. O pleito ocorrerá em novembro de 2018.
Os militantes precisam das assinaturas de 8% dos eleitores inscritos na Califórnia — exatamente 585.407 — até o dia 25 de julho. Será o prazo final para ativar a consulta. Fora dos Estados Unidos, a Califórnia seria a sexta economia do planeta.
Efeito Trump
Com uma eventual vitória do "sim", haveria uma modificação na Constituição do Estado. O tratado, hoje, prevê que "a Califórnia é parte inseparável dos Estados Unidos" e "a Constituição dos Estados Unidos é a lei suprema do país".
Um outro referendo, em 2019, decidiria ou não pela independência da Califórnia. Padilla reconheceu ser altamente improvável a independência completa. E que teria sérias repercussões sobre o estado e enfrentaria vários obstáculos legais.
Os militantes do Calexit, cujo slogan de campanha é "Yes California", defendem a independência. Eles avaliam que o Estado não está em sintonia com o restante do país e pode prosperar mais por conta própria. A ideia de uma nação independente se tornou mais atrativa após a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
A proposta, no entanto, não menciona Trump, que foi derrotado por Hillary Clinton por mais de 4 milhões de votos no Estado.