O calendário eleitoral pode acabar ajudando o governo na votação do salário mínimo no Senado. A líder do PT, Ideli Salvati (SC), reconheceu nesta segunda-feira que houve uma confluência de fatores como a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de liberar os recursos para investimentos, inclusive emendas de parlamentares, ainda no primeiro semestre, com a exigência da lei eleitoral de que nenhum recurso do Orçamento da União, em ano de eleição, pode ser liberado três meses antes do pleito. Com isso, a data limite para a liberação das emendas parlamentares antes das eleições é 3 de julho.
A líder lembrou que a determinação do presidente Lula é de que as liberações dos recursos destas emendas aconteçam paulatinamente ao longo do ano e não se concentrem nos meses de novembro e dezembro como aconteceu em 2003.
Ideli participou de reunião no início da tarde, no Palácio do Planalto, com o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo, juntamente com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e o vice-líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).
- O prazo máximo para liberar um volume significativo do orçamento é o dia 3 de julho, exatamente três meses antes das eleições. Portanto, acaba coincidindo com o final do mês de junho onde muitas emendas terão que ser obrigatoriamente liberadas porque se não forem agora só poderão ser liberadas depois das eleições - ressaltou a parlamentar. Ideli lembrou que no caso dos municípios que terão segundo turno nas eleições, as verbas orçamentárias serão liberadas apenas a partir de novembro.
A líder petista descartou que a base aliada trabalhe com a possibilidade de um veto presidencial a um eventual reajuste do mínimo acima dos R$ 260 propostos pelo governo.
- Nós estamos trabalhando para que a medida provisória do salário mínimo reajustado de R$ 240 para R$ 260 e do salário família de R$ 13 para R$ 20, por criança, seja aprovado no Senado - afirmou.