Caio Júnior lamenta forma como o Botafogo foi eliminado
Um trabalho para uma rápida recuperação, a volta da confiança dos jogadores e uma classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Uma decisão equivocada do árbitro Ricardo Marques Ribeiro custou tudo isso ao Botafogo, após o empate em 1 a 1 com o Avaí, para indignação dos jogadores alvinegros principalmente com o pênalti marcado no fim.
Um trabalho para uma rápida recuperação, a volta da confiança dos jogadores e uma classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Uma decisão equivocada do árbitro Ricardo Marques Ribeiro custou tudo isso ao Botafogo, após o empate em 1 a 1 com o Avaí, para indignação dos jogadores alvinegros principalmente com o pênalti marcado no fim.
– Não foi pênalti. O jogador caiu na área e só. A gente trabalha a semana inteira, sofre uma pressão intensa e o árbitro mina a gente dentro de campo. Não pode acontecer. Ficamos fora sem merecer –, reclamou Marcelo Mattos.
No lance do pênalti, Lucas estava à frente e foi atropelado por Estrada. Entretanto, não apenas esta jogada foi contestada. Caio Júnior elogiou o time, mas lamentou a forma como o Botafogo foi eliminado.
– Não vou entrar no mérito do pênalti. O pênalti, em si, já é muito discutível. Mas, no lance anterior, ele não deu um escanteio claro para a gente. Em um jogo tenso como esse, em que nos minutos finais o time que está perdendo começa a alçar bolas para a área, o que nós precisávamos era de um tempo com a bola parada. Esse escanteio nos daria dois ou três minutos. Quero saber porque foi que ele fez isso. O meu time estava todo avançando. Ele quis dar o tiro de meta para eles retomarem o jogo –, protestou Caio Júnior.
O erro grosseiro de arbitragem eliminou o Botafogo da Copa do Brasil. Vencendo por 1 a 0 e com a vaga na mão, o time tomou o empate do Avaí após um pênalti mal marcado por Ricardo Marques Ribeiro já no fim da partida. Placar final: 1 a 1. O gol classificou a equipe catarinense. Prejudicado, o Glorioso terá que se preparar para o Campeonato Brasileiro, próxima competição do clube.
O treino fechado da véspera da partida serviu para Caio Júnior testar uma nova formação. Sem Antônio Carlos, suspenso, ele optou por colocar Fahel na zaga e Lucas Zen ajudando a defesa e o meio-de-campo. O novo esquema funcionou, fazendo o Botafogo ser melhor no primeiro tempo.
O único susto foi aos 5 minutos, quando Rafael Coelho recebeu cruzamento e, livre, cabeceou por cima. Logo depois, Herrera deu a resposta, mas o chute, de virada, também não acertou o alvo.
Durante a maior parte da etapa inicial, o predomínio foi do Botafogo. Bem postado defensivamente, o time tinha a posse de bola e criava as melhores chances. Na primeira, aos 19, Herrera recebeu de Arévalo, limpou o zagueiro, porém o chute, de esquerda, foi na rede pelo lado de fora. Loco Abreu pedia livre.
Na sequência, aos 29, o lateral-esquerdo Cortês tabelou com Cidinho, bateu cruzado e acertou a trave. O outro lateral, Lucas, também teve boa chance, tentou encobrir o goleiro, mas finalizou fraco, enquanto Loco Abreu novamente pedia em boas condições.
O uruguaio apareceu bem aos 43, ao dar lençol em Cássio e só não conseguir fazer o gol porque o zagueiro se recuperou para afastar. Na continuação da jogada, Cidinho tentou finalização, mas mandou por cima.
No segundo tempo, parecia que as chances continuariam surgindo, pois logo no primeiro minuto, Loco Abreu recebeu de Herrera e bateu cruzado para fora. Do outro lado, Marquinhos foi quem desperdiçou.
Entretanto, com os dois times errando na armação de jogadas, as oportunidades escassearam. O duelo ficou nas intermediárias, sem os goleiros serem exigidos.
Para ganhar força ofensiva, Caio Júnior tirou um zagueiro (João Filipe) e colocou um meia (Everton). Após a substituição, o time saiu mais para o ataque e foi premiado. Marcelo Mattos lançou Lucas, que tocou para Herrera dividir com o goleiro. Na sobra, Loco Abreu marcou, aos 27.
A vantagem no placar dava a classificação ao Botafogo, que escapou de levar o empate em chute de Rafael Coelho que Jefferson defendeu. Porém, um erro grosseiro da arbitragem decidiu o jogo. Após cruzamento, Lucas foi atropelado por Estrada. O árbitro, por incrível que pareça, marcou pênalti, convertido por Willian, aos 42. Um erro lamentável que pôs fim à campanha do Botafogo na Copa do Brasil.
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