Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Cai pela metada número de seqüestros na Colômbia

Quarta, 30 de Junho de 2004 às 19:36, por: CdB

A Colômbia divulgou uma queda significativa no número de assassinatos, seqüestros e ataques a bomba no primeiro semestre de 2004, em comparação ao mesmo período do ano passado. A taxa de homicídios da Colômbia ainda é uma das mais altas do mundo e está relacionada ao conflito interno entre rebeldes de esquerda e paramilitares de direita, que já dura quatro décadas, e à grande presença de armas, a maioria ilegais, entre a população.

Um relatório da Polícia Nacional revelou que o número de assassinatos caiu 14%. Entre janeiro e junho de 2003, haviam sido 11.331. No mesmo período de 2004, foram registrados 9.790.

O número de sequestros caiu 49% em relação a 2003. Os 1,201 mil registrados entre janeiro e junho do ano passado caíram para 610 no mesmo período deste ano. Esse tipo de crime se tornou uma das marcas registradas da guerrilha, que o utilizava como segunda fonte de financiamento, atrás do narcotráfico, segundo fontes militares.

A queda nos ataques a bomba foi de 48%. Em 2004, houve 112 casos de explosões na infra-estrutura petrolífera, de energia, viária e de telecomunicações e contra alvos civis. No mesmo período de 2003, haviam sido registrados 216 ataques.

O presidente Álvaro Uribe, que assumiu o cargo em agosto de 2002, lidera uma campanha agressiva de segurança, que inclui o aumento do orçamento militar e do efetivo das Forças Armadas. A estratégia de Uribe é criticada por grupos de defesa dos direitos humanos, que questionam as prisões em massa e os poderes extraordinários delegados aos militares, como interceptar comunicações sem ordem judicial.

Ao mesmo tempo, o Exército informou que nos primeiros seis meses deste ano 1,166 mil integrantes dos grupos armados ilegais foram mortos em combate, e 4,831 mil foram presos, a maioria pertencente às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN).

O comandante do Exército, general Martín Orlando Carreño, disse que entre janeiro e junho de 2004 houve 850 combates, e que os soldados encontraram e desativaram 223 campos minados. "O aumento das operações militares durante o primeiro semestre do ano permitiu ao Exército manter o cerco ofensivo contra as organizações terroristas", afirmou.

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