O IPC-S dos 30 dias encerrados em 12 de abril registrou alta de 0,32%, 0,15 ponto percentual abaixo da inflação apurada na semana anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Esta é a segunda menor variação registrada pelo IPC-S em 2004 (a menor foi de 0,26%, referente ao IPC-S de 26 de fevereiro). A desaceleração ocorre após cinco semanas de taxas relativamente estáveis, entre 0,47% e 0,52%. O IPC-S mede preços ao consumidor.
Os grupos Alimentação e Despesas Diversas registraram as maiores desacelerações deste IPC-S: 0,50 ponto percentual e 0,22 ponto percentual, respectivamente. O grupo Alimentação, com peso de 27,86% no índice, contribuiu com 0,13 ponto para a formação da taxa do IPC-S, menos da metade da influência apurada na divulgação anterior, que havia sido de 0,27 ponto.
Nesta apuração, as maiores influências partiram dos grupos Alimentação e Habitação, responsáveis em conjunto por 81,25% da variação do índice geral. O grupo Alimentação apresentou desaceleração em 15 dos 21 itens componentes. As desacelerações mais importantes ocorreram nos seguintes itens: Hortaliças e Legumes; Frutas; Doces e Chocolates; Aves e Ovos e Óleos e Gorduras.
A taxa do grupo Habitação registrou nova desaceleração, passando de 0,46% para 0,41%. As contribuições para a desaceleração partiram, principalmente, dos itens Taxa de Água e Esgoto, cuja variação passou de 2,60% para 1,90%, e Profissionais para Reparos de Residência, cuja taxa passou de 1,78% para 1,54%.
No grupo Vestuário, a deflação vem diminuindo: passou de -0,25% para -0,12%. Segundo a FGV, isso pode ser explicado pelo fim do período das liquidações de verão e chegada da nova coleção outono-inverno.
A taxa do grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou aceleração de 0,16 ponto percentual. Os subgrupos Serviços de Saúde e Produtos Médico-Odontológicos tiveram suas taxas elevadas, respectivamente, de 0,78% para 0,98% e de 0,13% para 0,63%.
A variação deste último subgrupo foi alavancada pelo reajuste captado para o item Medicamentos em Geral, cuja taxa passou de 0,17% para 0,66%. O subgrupo Cuidados Pessoais foi o único a revelar desaceleração em sua taxa, que passou de 0,31% para 0,22%.
O grupo Educação, Leitura e Recreação sofreu desaceleração de 0,04 ponto percentual. O grupo Transportes registrou desaceleração de 0,07 ponto, tendo sua taxa recuado de -0,51% para -0,58%. Tal desaceleração está vinculada à taxa crescentemente negativa observada para o item Gasolina, que caiu de -1,07%, na apuração passada, para -1,79%.
Foram detectadas nove desacelerações de inflação e três acelerações nas 12 capitais pesquisadas. A maior desaceleração, de 0,68 ponto percentual, foi registrada em Porto Alegre e a maior aceleração, de 0,19 ponto, foi apurada no Distrito Federal.
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026
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