Mais uma da oposição. Refiro-me à tentativa de se requentar uma denúncia contra o ministro Aloízio Mercadante (Ciência e Tecnologia) criada lá nos idos de 2006. Você certamente se lembra. Naquele ano, o petista disputava com José Serra (PSDB-SP) o governo de São Paulo. No calor da campanha, para ganhar no tapetão, a oposição inventou - e a revista VEJA publicou a matéria - que Mercadante teria comprado um suposto dossiê que incriminaria o tucano.
O caso foi investigado e arquivado. Mas, agora, um ano antes de novas eleições, a oposição quer a reabertura do caso pela Polícia Federal e Ministério Público. Cita, como pretexto, a última edição da VEJA e as declarações de Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil, que acusa o ministro de mentor do "esquema" eleitoral, há cinco anos. Em prontidão, a mídia – Veja e O Globo à frente - ressuscita a velha fraude.
Em nota pública, o ministro afirmou, muito acertadamente, que a matéria de VEJA "agride valores essenciais ao Estado democrático de Direito". Em primeiro lugar, explica Mercadante, “um dos principais personagens citados, de quem democraticamente divergi durante toda a minha vida política – inclusive nas últimas eleições – faleceu recentemente e, por isso mesmo, não pode mais ser ouvido". Mercadante se refere, ao ex-governador Orestes Quércia, que faleceu no ano passado e é citado na matéria como um dos supostos financiadores da compra do dossiê.
STF inocentou ministro
"A matéria (tampouco) informou que estas ilações já haviam sido mencionadas à época e que o ex-Procurador Geral da República, Antonio Fernandes de Souza, reconhecido pelo rigor de seus pareceres”, continua Mercadante. Segundo o ministro, Souza pronunciou-se de modo inequívoco e o isentou de qualquer envolvimento na suposta operação. Ele lembra, ainda, que por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal também o inocentou do episódio.
Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026
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