As denúncias de fraudes na compra de derivados de sangue, desvendadas pela Operação Vampiro, da Polícia Federal, tiveram uma conseqüência inesperada. No Rio, São Paulo e Brasília diminuíram as doações de sangue que abastecem os hospitais e são usados em cirurgias e transfusões.
Médicos ouvidos pela TV Globo atribuíram a queda à percepção de que a quadrilha descoberta pelas investigações vendia o sangue doado aos hospitais.
O banco de sangue Hemorio, o maior banco de sangue do Rio de Janeiro, que tinha 350 doadores por dia, viu o movimento cair para 70. Na cidade, são necessários 230 litros de sangue por dia, porém a coleta estacionou em 45 litros diários.
Em São Paulo, as doações caíram 14%. Em Brasília, 30%.
O Ministério da Saúde anunciou na noite da última segunda-feira a demissão preventiva de mais dez funcionários que podem estar envolvidos em fraudes na compra de derivados de sangue para o tratamento de hemofílicos.
Em nota, divulgada na página do Ministério na Internet, a instituição informa que, com as dez demissões anunciadas na segunda-feira, o número de exonerados como decorrência da chamada Operação Vampiro salta para 25.
- O ministro Humberto Costa determinou a exonerações de mais dez funcionários, sendo cinco da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e cinco do Ministério da Saúde - informa a nota, que ressalta que a demissão não significa envolvimento dos exonerados na fraude.
Caem doações de sangue e saúde demite envolvidos na Operação Vampiro
Segunda, 24 de Maio de 2004 às 23:26, por: CdB