Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

CAE aprova criação de conta para garantir pagamento de dívidas advindas da venda do Berj ao Bradesco

Terça, 21 de Junho de 2011 às 10:07, por: CdB

Kelly Oliveira e Marcos Chagas
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado autorizou hoje (21) o governo do Rio de Janeiro a criar uma conta com até R$ 200 milhões para garantir o pagamento das obrigações assumidas no contrato de venda de ações do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) ao Bradesco. O dinheiro servirá para pagar dívidas antigas e ainda podem ser reconhecidas de natureza trabalhista, civil e outras.

A autorização veio depois de análise de projeto de resolução, que ainda será submetido ao plenário. O Berj era parte do Banerj, vendido ao Itaú. Segundo lembra o projeto de resolução, o Banerj sofreu intervenção em dezembro de 1994 e entrou em liquidação em 1996, quando foi desmembrado em duas instituições, o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) e o Banerj.

Em 1997, o banco Banerj foi vendido em leilão ao Itaú e o Berj permaneceu com o Estado, em processo de liquidação. Na época, o Senado autorizou que o Rio de Janeiro tomasse empréstimo de cerca de R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal (CEF), com a finalidade de criar dois fundos garantidores da operação.

De acordo com explicação do autor do projeto de resolução, senador Francisco Dornelles, esse valor foi usado para garantir o pagamento de dívidas. Foram criadas duas contas: A, para garantir dívidas previdenciárias e B, para as dívidas trabalhistas, civis e outras.

Depois da venda de parte do Banerj, o Rio realizou, no dia 20 de maio, um leilão para a venda de sua participação acionária, comprada pelo Bradesco. Dornelles destacou, em sua exposição, que o governo estadual fez uma auditoria nos passivos do Banerj e verificou que o saldo da conta B criada em 1997 “é muito superior ao valor das obrigações ainda remanescentes”. “Por esse motivo, o Estado previu a transferência de R$ 200 milhões da conta B para uma nova conta garantidora dos passivos do Berj”, diz Dornelles.

“Com isso, o Senado Federal permitirá que os recursos da operação de crédito autorizada em 1997 sejam utilizados não apenas para a privatização de uma parte do antigo Banerj, mas para o banco por inteiro”, concluiu Dornelles.

Edição: Lana Cristina
 

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