Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2026

Cadeia de abastecimento ao EI inclui empresas de 20 países, diz estudo

Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico

Quinta, 25 de Fevereiro de 2016 às 08:35, por: CdB

 

O estudo encomendado pela União Europeia mostrou que 51 empresas de países como Turquia, Brasil e Estados Unidos produziram, venderam ou receberam mais de 700 componentes utilizados pelo Estado Islâmico

  Por Redação, com Reuters - de Ancara/Misrata:   Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira, sugerindo que governos e empresas precisam fazer mais para controlar o fluxo de cabos, produtos químicos e outros equipamentos. O estudo encomendado pela União Europeia mostrou que 51 empresas de países como Turquia, Brasil e Estados Unidos produziram, venderam ou receberam mais de 700 componentes utilizados pelo Estado Islâmico para produzir dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs, na sigla em inglês).
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Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico
Os IEDs estão agora sendo produzidos em uma "escala quase industrial" pelo grupo militante, que usa componentes industriais que são regulados e equipamentos amplamente disponíveis, como produtos químicos e telefones celulares, de acordo com a Pesquisa de Conflito Armado (CAR, na sigla em inglês), que realizou a estudo de 20 meses. O Estado Islâmico controla grandes áreas do Iraque e da Síria. A Turquia, membro da Otan, faz fronteira com os dois países e reforçou a segurança para evitar o fluxo de armas e insurgentes para o grupo sunita de linha-dura. Um total de 13 empresas turcas foi identificado na cadeia de abastecimento, mais do que qualquer país. Em segundo lugar vem a Índia, com sete. – Estes resultados ratificam a crescente consciência internacional de que forças do Estado Islâmico no Iraque e na Síria são muito auto-sustentáveis em aquisição de armas e bens estratégicos, como componentes de IEDs, em nível local e com facilidade – disse o diretor-executivo da CAR, James Bevan. Empresas de Brasil, Romênia, Rússia, Holanda, China, Suíça, Áustria e República Tcheca também estavam envolvidas, de acordo com o relatório.

Militantes do Estado Islâmico

Militantes do Estado Islâmico entraram e permaneceram por um período no centro da cidade de Sabratha, no leste da Líbia, decapitando 11 integrantes da força de segurança local e matando mais seis deles em combates durante a noite antes de recuarem, afirmaram autoridades locais na quarta-feira. Militantes islâmicos têm se aproveitado do caos político e da falta de autoridade central para se estabelecer na Líbia, com combatentes leais ao Estado Islâmico tomando o controle em Sirte e realizando ataques em diversas outras cidades. Os confrontos em Sabratha tiveram início quando a brigada local, antes parte de vários grupos rebeldes que se juntaram à revolta que derrubou Muammar Gaddafi em 2011, atacou supostos esconderijos do Estado Islâmico 15 km ao sul da cidade, segundo comunicado do conselho municipal de Sabratha. Os militantes teriam então “se aproveitado do vácuo de segurança no centro e se espalhado pela cidade”. O prefeito de Sabratha, Hussein al-Thwadi, declarou à Reuters que seis integrantes da brigada local haviam sido mortos nos combates na terça-feira à noite, e outros 11 foram decapitados quando os militantes entraram no edifício do comando da segurança no centro da cidade, antes de a brigada os expulsarem.    
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