O Cade, órgão de defesa da concorrência, comunicou nesta sexta-feira que as redes varejistas Pão de Açúcar e Sendas estão impedidas de realizarem alterações irreversíveis em suas operações devido à parceria que firmaram no Rio de Janeiro.
A determinação, que entra em vigor em 17 de março, procura evitar que essas mudanças aconteçam até que o órgão efetivamente conclua a análise da joint-venture. O Cade não deu prazo para apresentar o relatório final sobre essa junção.
A diretoria do Pão de Açúcar emitiu comunicado, afirmando em nome do grupo e também das Sendas, "que continuam confiantes na condução regular do processo e acreditam que as análises conduzirão à aprovação dessa associação".
Em dezembro, o grupo Pão de Açúcar afirmou que se uniria às Sendas para criar um empreendimento conjunto e de participações iguais. A parceria conta com 106 lojas no Estado do Rio de Janeiro e visa fazer frente a concorrentes estrangeiros como o Carrefour e o Wal-Mart, que na segunda-feira fechou a compra da rede nordestina Bompreço.
Em meados de fevereiro, a Secretaria de Assuntos Econômicos (Seae) recomendou que o Cade barrasse o acordo, pois concentrava muito controle de mercado nas mãos do Pão de Açúcar. Em algumas cidades, a concentração chegaria a 97,46 por cento.