Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Cade deixa para ano que vem processo contra cartel

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica pediu uma prorrogação de 60 dias para a abertura do processo contra as empresas envolvidas no cartel montado para contratos do metrô em São Paulo, desde a gestão tucana de Mario Covas.

Sexta, 29 de Novembro de 2013 às 07:53, por: CdB

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Prorrogação do chamado propinoduto para 2014, ano eleitoral, acontece no momento de uma disputa criada entre o PSDB e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, por conta de um relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer passado à Polícia Federal
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica pediu uma prorrogação de 60 dias para a abertura do processo contra as empresas envolvidas no cartel montado para contratos do metrô em São Paulo, desde a gestão tucana de Mario Covas. Cerca de 30 Tbytes de documentos foram apreendidos em 13 empresas no último dia 4 de julho. A busca teve origem após acordo de leniência que a Siemens assinou com o Cade em maio, em troca de uma proteção no processo. Apenas uma pequena equipe de 10 pessoas estaria encarregada do caso no órgão por questão de sigilo, segundo o Cade. O processo pode resultar em multas bilionárias se ficar comprovado que as empresas dividiam o mercado. A prorrogação do caso para 2014, ano eleitoral, acontece no momento de uma disputa criada entre o PSDB e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, por conta de um relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer passado à Polícia Federal. O PSDB ingressou na última quarta-feira com representação contra o ministro na Comissão de Ética Pública. O partido acusa Cardozo de ter usado informações falsas para incriminar adversários do governo e do PT. Cardozo disse nesta quinta-feira que processará criminalmente e por danos morais as pessoas que o ofenderam no caso de investigação do Metrô de São Paulo. No entanto, o ministro não especificou os nomes de quem pretende acionar judicialmente. "Todos, sem exceção, os que me chamaram de vigarista, de membro de quadrilha, de sonso, e outras adjetivações 'tão elegantes', serão processados criminalmente".
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