Ataques a estudantes dentro de um campus universitário onde, primeiro, uma estudante é cercada por um cão e, em seguida, vários outros cachoros avançam de forma simultânea. Esta cena digna de um filme de terror classe B aconteceu, há cerca de uma semana, perto do alojamento do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. No período de uma semana, os animais já fizeram cinco outras vítimas.
Com pelo menos cinco ferimentos nas pernas, a estudante gaúcha Miriam - moradora do alojamento universitário - está com um enorme curativo em uma das pernas e diversas manchas roxas. Miriam foi atendida no Hospital municipal Lourenço Jorge - na Barra da Tijuca.
A presença da matilha nas proximidades do alojamento da UFRJ já virou assunto de alunos, professores e funcionários. Na empresa Polo de Biotecnologia do Rio de Janeiro, que fica próximo ao local onde os animais costumam se reunir, funcionários também já foram atacados. A matilha é composta por mais de doze cães, todos de rua. Eles ficam deitados no gramado e atacam quem se aproxima.
Para o veterinário do Zoológico André Senna Maia, os cães adotaram um comportamento selvagem. Segundo o veterinário, é provável que os animais tenham sido abandonados no local e se agrupado para se proteger. De acordo com André Maia, estes cachorros têm o comportamento de uma matilha,onde um cão é o líder e os outros animais se revezam, alguns em vigília e outros em ataque.
O prefeito do campus da UFRJ, professor Helio de Mattos Alves, informou que já enviou um ofício ao Corpo de Bombeiros, com o pedido para a remoção dos animais da região. Segundo o prefeito do campus, várias pessoas abandonam animais no campus durante a madrugada, e estes animais acabam se agrupando. O professor revelou ainda que, na semana passada, quatro cães foram levados pelo Corpo de Bombeiros para a Suipa.
De acordo com o tenente Allan Fontes, do quartel do Corpo de Bombeiros da região que atende o campus do Fundão, os soldados somente podem remover os animais que estejam atacando pessoas ou sejam pegos em situações agressivas. A secretaria municipal de Saúde, por sua vez, informou que irá remover esses cães para o Centro de Controle de Zoonoses, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.