Advogado de defesa do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, Carlos Ely Eluf, em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira, considerou uma "teimosia" da Justiça brasileira o suposto descumprimento do acordo internacional que retirou da cadeia, em Mônaco, e extraditou para o Brasil ex-dono do banco Marka. Cacciola foi convocado a depor, nesta quarta-feira, na 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, para onde foi levado dentro de um camburão da Polícia Federal, sem algemas. Ele é réu em uma ação por crimes contra o sistema financeiro e testemunha em outra, por emissão de debêntures sem lastro.
Ainda em conversa com repórteres, Ely Eluf disse que houve a violação do acordo com a Justiça de Mônaco que estabelece a prerrogativa de Cacciola responder a apenas um processo, aquele que motivou a extradição por crime de gestão fraudulenta, em tramitação na 6ª Vara Federal Criminal do Rio.
– Vamos comparecer (ao depoimento) e reclamar depois. O processo está extinto e teimosamente insistem em violar o acordo internacional", disse Eluf. "Cacciola está chateado com a situação. Pensou que o acordo seria cumprido. Jamais passou pela cabeça dele que o Brasil violaria o acordo feito. A ação teria que ser paralisada e arquivada, o Brasil assinou o acordo, botou o dedão lá – disse Eluf, por telefone, à reportagem do jornal paulista Folha de S. Paulo.