Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Cabral rejeita acordo para policiais desistirem de greve no Pan

Terça, 10 de Julho de 2007 às 11:04, por: CdB

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira que os policiais que ameaçam entrar em greve durante os Jogos Pan-Americanos que começam esta semana não terão suas reivindicações atendidas.

O governador, que esta manhã participou da cerimônia de abertura da Assembléia Geral da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), minimizou a operação padrão de 48 horas iniciada na segunda-feira pelo Polícia Civil e disse acreditar num enfraquecimento do movimento.
- Não há negociação enquanto houver Pan-Americano, eu não trabalho com chantagem - afirmou o governador a jornalistas, após abrir oficialmente a reunião da Odepa ao lado do prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), e representantes dos 42 países que disputarão o Pan.
Na quarta-feira, os policiais civis fazem uma reunião para avaliar se mantém a greve durante o Pan.

A Polícia Militar também ameaça iniciar uma paralisação, o que poderia afetar em cheio o planejamento de segurança dos Jogos, a três dias da cerimônia de abertura. Mais de 10 mil policiais estaduais do Rio fazem parte do planejamento de segurança da competição.

- Realmente não há momento mais fora de propósito do que este, num momento que você recebe milhares de convidados nacionais e internacionais - acrescentou o governador.

Segundo Cabral, as manifestações da polícia as vésperas do Pan causam uma imagem negativa da entidade junto à população, e por esse motivo os próprios policiais deveriam desistiram de fazer a greve.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, também participou do encontro e repetiu a opinião do governador quanto a ameaça de greve de funcionários da Infraero. Os aeroportuários suspenderam a greve marcada para quarta-feira e discutirão, na sexta, a contraproposta da empresa para definir se farão ou não uma paralisação.

- Não haverá prejuízo porque eu acredito que não haverá greve. Evidente que as mobilizações das categorias devem ser ouvidas e respeitadas, mas eu não acredito em nenhum tipo de paralisação - afirmou o ministro.

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