Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Cabral mantém-se aberto ao diálogo

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 12:55, por: CdB

A rebelião do Corpo de Bombeiros, que eclodiu na noite/madrugada de 6ª e sábado passados no Rio e que apresenta desdobramentos até agora, oferece material e oportunidade para uma ampla reflexão, tanto sobre a reação da parte do governador Sérgio Cabral (PMDB), quanto sobre o próprio comportamento da tropa. Reflexão, principalmente sobre as razões que desencadearam a insatisfação entre os soldados.

Na minha avaliação, o governador fluminense teve e continua a ter até agora uma ação e reação à altura dos acontecimentos que, na certa, contribuirão para a solução do impasse. Notadamente porque ele se manteve aberto ao diálogo e à negociação desde a primeira hora e vejo, ainda agora, no noticiário da internet que através do comandante do Corpo de Bombeiros o governo estadual do Rio se mantém disposto ao entendimento.

Há 439 bombeiros presos, mas o governo fluminense não tinha alternativa. Tem mesmo de fazer cumprir a lei e os regulamentos disciplinares. Não dá para aceitar aquela tomada do quartel-central dos bombeiros, muito menos da forma como se deu a ação, conforme mostram as impressionantes imagens da ocupação.

Evidente que é sempre melhor negociar do que reprimir - e o governador Sérgio Cabral, na certa, partilha essa visão - mas ao levar mulheres e crianças para participar da tomada e ao impedir que os carros de bombeiros saíssem para atender aos chamados de socorro, os grevistas perderam a razão totalmente.

O esperado, agora é que o impasse seja contornado, a paz chegue à tropa e a capital fluminense e, principalmente, que se mantenham abertos e muito bem azeitados os canais para o entendimento. Quem sabe, por aí se chegue a bom termo no conflito, seja possível tratar da situação dos bombeiros presos e - por que não? - até começar a conversar já sobre uma anistia se este for o caminho pensado pelo governador e assimilado pela tropa.

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