O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, reafirmou nesta segunda-feira que o combate à criminalidade por meio de ação policial é um trabalho difícil, do qual o estado não vai abrir mão, apesar do impacto causado às comunidades.
— Tudo o que as comunidades gostariam é que os criminosos fossem embora sem enfrentamento com a polícia —, disse Cabral, ao participar da comemoração dos 80 anos da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, na Zona Norte do Rio.
Na última sexta-feira, uma ação policial deixou 11 mortos na Cidades de Deus, na zona oeste da cidade.
— Infelizmente, esses criminosos têm armas poderosas. Estamos enfrentando isso, mas, no enfrentamento, o estresse é muito grande —, afirmou o governador.
Para Cabral, apesar do "estresse" a população não quer conviver com bandidos.
— O que mais faz a comunidade sofrer é um bandido chegar à casa do trabalhador e dizer :'quero sua filha'. Chegar e determinar que o filho do trabalhador será morto por uma atitude com que ele não concordou —, disse.
O governador comentou também o fato de a polícia ter encontrado, na manhã de hoje, um suposto traficante no morro do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul, usando um crachá de vigia de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
— O que os vagabundos querem é que haja recuo. Tenho certeza de que, da parte das construtoras, não foi fornecida a carteira, mas se eu estiver errado, alguém terá que ser punido —, disse.
Para Cabral, o fato de um suposto criminoso ter sido encontrado com um crachá do PAC, o que ainda deverá ser investigado, não pode desmerecer os benefícios das obras.
Cabral defende ação da polícia, apesar do estresse causado à população de favelas
Segunda, 28 de Abril de 2008 às 14:44, por: CdB