Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Cabral ataca Sindicato dos Médicos

Terça, 01 de Abril de 2008 às 11:01, por: CdB

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, criticou na manhã desta terça-feira o
Sindicato dos Médicos, que prometeu entrar com uma ação contra a medida da Secretaria Estadual de Saúde de convocar pediatras de outros Estados para trabalhar no combate à dengue.

– Este é um momento de unir forças. Não é hora de fazer discurso sindical. É o momento de deixar de lenga-lenga e de trabalhar, disse o Governador.
 
Sérgio Cabral afirmou que a Prefeitura do Rio deveria fazer com que a rede de postos de saúde fique aberta no final de semana. Ele também comentou que seria fundamental que pelo menos metade dos postos de saúde da cidade pudessem ficar abertos 24 horas.
 
– Nós estamos abrindo 90 leitos do Hospital Anchieta e vamos comprar cerca de 150 leitos da Santa Casa da Misericórdia. A prefeitura tem mais de 100 postos, se pelo menos metade dessas unidades ficassem abertas durante 24 horas e ao longo dos sete dias da semana, já ajudaria. Nós já abrimos cinco unidades mais parrudas, afirmou Cabral.
 
O Governador agradeceu a médicos de outras especialidades que estão se empenhando e à Sociedade de Pediatria, que tem treinado os profissionais para enfrentar a epidemia.
 
O presidente do sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, diz que os baixos salários e as condições inadequadas de trabalho afastaram os profissionais da rede pública. Para reduzir o déficit, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil anunciou que vai contratar pediatras de outros Estados.
 
Darze reclama do valor que será pago, segundo ele, três vezes maior do que o salário recebido pelos profissionais do Rio.

– Estão oferecendo uma diária de R$ 500, além de passagens e hospedagem, enquanto os profissionais do Estado ganham R$ 1,3 mil por mês. É o neoescravagismo, comenta.
 
Para Darze, a grande demanda fez explodir os problemas da rede pública. Ele afirma que a doença disseca a crise na saúde pública, com a falta de médicos e de estrutura nos hospitais para receber os doentes.

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