Já existem esculturas feitas de pedra e madeira. Agora há também feitas com cabelo humano.
Um cabeleireiro de Pequim está preparando uma réplica de prédios e monumentos, todos feitos inteiramente de cabelo humano, em volta da praça da Paz Celestial para comemorar os 60 anos de aniversário do comunismo na China.
Até agora, Huang Xin completou o Monumento aos Heróis, e está acertando os detalhes finais do Portão da Paz Celestial, ou Tiananmen, finalizado com um retrato em miniatura do ex-governante Mao, a única parte que não foi feita de cabelo.
Isso deixa-o ao lado de outras duas enormes construções comunistas -- o Parlamento e o Museu Nacional da História Chinesa, que serão concluídos antes do aniversário da revolução em 1º de outubro.
Cerca de 11 quilos de cabelo e 500 yuan (US$ 71) de tinta de cabelo e outros produtos foram usados para construir a réplica do Portão da Paz Celestial, que tem aproximadamente um metro de comprimento.
Levou dias para Huang simplesmente desenhar e projetar, mas cinco meses para reunir cabelo suficiente para criar o projeto.
Em vez de jogar fora os cabelos dos clientes após cortar, Hunag Xin varria, lavava e pintava os tufos de cabelo e transformava-os em substitutos para tijolos, madeira ou qualquer outro material necessário para seu trabalho de arte.
– Alguns clientes me apoiam, outros não. Alguns apenas não acreditam que seja possível fazer modelos de tamanha arquitetura usando um material tão delicado como o cabelo humano –, disse Huang
Huang já fez réplicas da tocha olímpica e de artefatos antigos chineses.
Geralmente leva meses para juntar cabelo suficiente para uma grande réplica, que requer dezenas de tubos de tinta para mudar o cabelo para uma cor desejável.
A longo prazo, ele diz que gostaria de levar o seu trabalho e seu passatempo juntos, criando imagens de seus clientes usando seus próprios cabelos, que ele acredita que dura mais do que fotografias.
– Estou planejando fazer retratos dos clientes usando seus próprios cabelos. Tecnicamente, eu seria capaz de fazer trabalhos planos, que seriam, por exemplo, parecidos com fotografias –, disse.