O Fluxo cambial positivo, novas captações externas e o recorde do C-Bond são os principais fatores que mantêm o dólar em baixa moderada na tarde desta segunda-feira de otimismo no mercado financeiro.
Às 15h43, a moeda americana era negociada por R$ 2,927 na compra e R$ 2,930 na venda, com baixa de 0,57%. No mesmo horário, o C-Bond atingia o recorde histórico de 97% do seu valor de face. Influenciado pelo bom desempenho dos títulos da dívida externa, o risco-país brasileiro marca 507 pontos-base, com queda de 4,33%.
O aumento da procura por títulos da dívida externa de países emergentes tem influência dos sinais de retomada do crescimento econômico nos Estados Unidos. Mais tranqüilos com o cenário americano, os investidores estrangeiros se permitem voltar a especular em mercados emergentes, que oferecem maior risco e mais chances de lucros.
Segundo analistas, todos os países emergentes registram maior procura por seus "bradies". Os papéis brasileiros, no entanto, são tradicionalmente mais líquidos.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera nas máximas do dia nos negócios desta tarde, embalada pelo otimismo com o cenário interno positivo e pelo bom desempenho das bolsas americanas. Às 16 horas, o Índice Bovespa tinha 20.453 pontos, com alta de 1,33%. O volume financeiro era de R$ 770 milhões.
O primeiro pregão de dezembro começou com o mesmo bom humor com o qual o mercado encerrou o mês anterior. Apesar dos dados da economia terem ficado abaixo do previsto, o mercado aposta em novos cortes de juros e aquecimento da economia em 2004. Além disso, o fluxo de recursos externos se mantém positivo, adiando a realização de lucros.
Segundo analistas gráficos, havia uma importante resistência para o Ibovespa nos 20.300 pontos, patamar ultrapassado com facilidade hoje. Com isso, a tendência pode ser de novas altas nesta semana.
Telemar PN, carro-chefe da Bovespa, sobe 3,03% e é grande responsável pela performance da bolsa. A ação responde sozinha por 18% do volume de negócios movimentado até agora. Vale do Rio Doce PNA, outra ação importante, sobe 4,45%, com a promessa de ganhos ainda maiores em 2004.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Tele Leste Celular PN (+1,7%) e Comgás PNA (+6%). Já as maiores baixas são de Celesc PNB (-2,6%) e Telemig Participações PN (-2,1%).
O câmbio
O dólar iniciou o dia em alta, mas inverteu a tendência logo em seguida. Ingressos de recursos de exportações e notícias de captações derrubaram a moeda. A Telemar deve captar US$ 300 milhões e o Banco Votorantim, US$ 50 milhões.
As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em baixa generalizada nesta segunda-feira, mais uma vez. O ajuste das taxas para baixo é estimulado pelos dados que apontam baixa atividade da economia e necessidade de novos incentivos ao aquecimento econômico.
O boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC) mostrou que o mercado reduziu de 17% para 16,50% a projeção da taxa Selic para dezembro. A taxa é hoje de 17,50% anuais.
Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro, que projeta a Selic de dezembro, fechou em 16,88% ao ano, contra 16,91% do fechamento de sexta-feira. O vencimento de julho, o mais negociado, recuou de 15,97% para 15,89% anuais.
O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em baixa de 0,66%, cotado a R$ 2,90 na compra e R$ 2,98 na venda. No Rio, o "black" subiu 0,34% no fechamento, valendo R$ 2,84 na compra e R$ 2,95 na venda. O dólar turismo de São Paulo fechou valendo 0,66% menos, a R$ 2,85 e R$ 2,97 na compra e venda, respectivamente.
Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026
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