Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Bush visita feridos e assiste a naturalização de "marines"

Sexta, 11 de Abril de 2003 às 15:18, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitou nesta sexta-feira, vários feridos na guerra do Iraque e assistiu a cerimônia de concessão de cidadania americana nacionalização a dois marines. Enquanto a guerra no Iraque continua sob controle e as tropas dos Estados Unidos permanecem avançando para seus últimos alvos em Tikrit e em alguns pontos da fronteira com a Síria, Bush se concentrou nesta sexta-feira na parte do conflito que é mais emocional para os americanos. O presidente considera as visitas como "o momento de honrar homens e mulheres que foram feridos para que o povo iraquiano possa ter liberdade", segundo explicou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. Bush "reconhece que uma parte importante de seu papel como comandante-chefe é consolar e confortar as famílias" que foram visitar seus parentes feridos, acrescentou Fleischer. Bush e sua esposa Laura visitaram 40 feridos no hospital do Exército Walter Reed, em Washington, e posteriormente outros 33 pacientes no Hospital Naval de Bethesda (Maryland). Nesse local, o presidente assistiu a cerimônia de naturalização de dois soldados da Marinha que estavam feridos. Um deles, o mexicano Guadalupe Denogean, um sargento de 42 anos, é um veterano que passou 21 anos nos "marines" com os quais combateu em 1991 na Guerra do Golfo, e sofreu ferimentos graves quando seu tanque caiu em uma emboscada. Um de seus filhos, Adam, de 21 anos, também está nos "marines", embora em outro batalhão. O outro naturalizado é o cabo O.J. Santamaria, nascido nas Filipinas e residente na Califórnia. "São pessoas que serviram ao nosso país e nesta sexta-feira se tornarão cidadãos de nosso país", afirmou Fleischer. As Forças Armadas dos Estados Unidos têm em suas filas 37.400 membros nascidos em outros países, que esperam que seu trâmite de naturalização seja legalizado graças ao serviço militar. Vários soldados nascidos fora dos Estados Unidos que morreram na guerra do Iraque, entre eles um colombiano, um mexicano e um guatemalteco, receberam a cidadania americana a título póstumo. Além disso, Bush impôs as condecorações do "Coração Púrpura", que recebem os militares feridos em combate, a 16 soldados. Segundo o último balanço do Pentágono, as tropas dos Estados Unidos que lutam no Iraque contabilizam 107 mortos, 399 feridos, 10 desaparecidos e sete prisioneiros. Depois das visitas aos hospitais, Bush saiu para Camp David, residência presidencial de descanso nas montanhas de Maryland, onde vai passar o fim de semana. Apesar disso, a Casa Branca continua atenta e preocupada com o acontecimento dos eventos no Iraque, onde os triunfos militares e a queda do regime de Saddam Hussein foram seguidos por uma onda de saques e desordem que preocupa Washington. O porta-voz presidencial reconheceu que os EUA, segundo a legislação internacional, têm a responsabilidade de manter a ordem nas regiões do Iraque que estão sob seu controle. Ainda assim, Fleischer tentou diminuir a importância e a amplitude dos incidentes de roubos e saques, e os atribuiu a "uma reação" ao desaparecimento do regime repressor de Saddam Hussein. Bush continuou nesta sexta-feira a série de contatos com dirigentes internacionais que respaldam sua política para o Iraque com realizações de ligações telefônicas ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e à presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, com a qual também abordou o combate ao terrorismo nesse país asiático.

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