Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Bush vai tentar mudar imagem em nova campanha

Bush vai tentar mudar imagem em nova campanha

Domingo, 15 de Fevereiro de 2004 às 16:46, por: CdB

A campanha de reeleição do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prepara ações de marketing mais agressivas para desacreditar o democrata John Kerry. O senador Kerry, de Massachusetts, se perfila como o favorito para ganhar a candidatura presidencial democrata. Sua imagem de herói da guerra do Vietnã e sua crescente popularidade começam a incomodar a equipe de Bush, cuja preferência entre o público caiu consideravelmente nas últimas pesquisas.

As aspirações eleitorais do presidente republicano foram afetadas pelas duras críticas aos argumentos que ele usou para invadir o Iraque, entre eles a suposta existência de armas de destruição em massa neste país árabe, as quais não foram encontradas.

Além do lento crescimento da economia e da perda de três milhões de postos de trabalho durante os três anos de Bush na Casa Branca, também contribuiu para a queda de sua popularidade a polêmica sobre seu suposto serviço militar irregular durante a guerra do Vietnã.

Nas filas republicanas existe uma preocupação com a foça da campanha democrata, especialmente a de Kerry, um candidato que, ao contrário dos prognósticos, ganhou muita força situando-se no primeiro lugar entre os adversários de seu partido.

Fontes republicanas asseguraram neste fim de semana que muitas das estratégias de marketing de Bush estavam direcionas para a diminuição dos méritos do ex-governador de Vermont Howard Dean, que tinha emergido como o provável favorito para a candidatura presidencial democrata.

Aparentemente, a nova ação propagandista de Bush, que pode ser implementada nas próximas semanas, segundo informa neste domingo o jornal The New York Times, focará uma ampla promoção de seu histórico e caráter, bem como as maiores decisões positivas de seu Governo.

O jornal nova-iorquino, que cita fontes não identificadas próximas ao governante, ressalta que Bush pediu a seus assessores e dirigentes de campanha um tom mais enérgico para ressaltar o que o distingue dos democratas.

A mudança de estratégia foi motivada pela queda de popularidade do governante e pelo grande interesse despertado entre o público pelo processo democrata de escolha de seu candidato para as eleições de novembro.

Os democratas começaram a mostrar uma forte unidade em torno de Kerry, que no sábado ganhou de forma contundente as prévias do Distrito de Columbia e do estado de Nevada. Em ambas as localidades estavam em jogo um total de 40 delegados para a convenção que, em julho, elegerá o candidato democrata para a Casa Branca.

Depois dos resultados de sábado, Kerry aumentou a distância que o separa de seus imediatos seguidores, Dean e o senador John Edwards, que, juntos, têm trez vezes menos delegados para a Convenção Democrata que o favorito do partido.

As críticas dos democratas sobre o que consideram "aspectos pouco claros" do serviço militar de Bush na Guarda Nacional Aérea do Texas na década de 70 obrigou a Casa Branca a divulgar na sexta-feira centenas de documentos sobre os seis anos em que Bush esteve servindo.

Alguns analistas políticos opinam que Bush ficou na defensiva, pois Kerry cumpriu seu serviço militar obrigatório na Marinha de Guerra e entrou em combate no Vietnã, ao contrário do que fez o atual presidente americano.

Em declarações ao The New York Times, o ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich preveniu a Casa Branca contra o pânico e destacou que é preciso levar em conta que a eleição (do próximo presidente dos Estados Unidos) só acontece no dia das eleições.

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