Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Bush vai se encontrar com Sarkozy na reunião do G8 em junho

Novo presidente eleito da França, Nicolas Sarkozy, abriu caminho para a aproximação com os Estados Unidos. Em junho, na Alemanha, Sarkozy vai se encontrar com Bush durante a reunião do G-8 (Leia mais).

Segunda, 07 de Maio de 2007 às 08:49, por: CdB

Os Estados Unidos vêem oportunidades reais de trabalhar com a França com um novo presidente no cargo, disse a Casa Branca nesta segunda-feira. O presidente norte-americano, George W. Bush, vai se reunir com Nicolas Sarkozy em uma reunião do Grupo dos Oito (G-8) na Alemanha, no início de junho, informou o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.

Sarkozy foi eleito presidente da França neste domingo. Ele é um forte admirador dos Estados Unidos. As relações entre os dois países foram prejudicadas nos últimos anos devido à guerra do Iraque, com o presidente francês Jacques Chirac sendo uma importante voz européia contra o conflito.

"Sabemos que tem havido áreas de desacordo, mas, por outro lado, há com certeza oportunidades reais para trabalharmos juntos em uma série de questões", disse Snow.

Bush falou com Sarkozy por telefone no domingo. "O presidente sempre espera ter relações próximas com a França e, apesar de alguns atritos, continuamos a trabalhar de perto com a França em várias questões importantes durante o governo do presidente Chirac", disse Snow.

Nicolas Sarkozy assumirá suas funções no dia 16 de maio com inúmeros desafios pela frente: aumentar o crescimento econômico do país, inferior ao da média da zona do euro, aumentar a competitividade internacional, e reduzir o desemprego e a dívida pública.

Sarkozy também deverá enfrentar o desafio de diminuir a chamada "fratura social": desigualdades econômicas e dificuldades de integração que afetam, sobretudo, os moradores de periferias pobres do país e que já causaram revoltas na França. Um sentimento que os franceses resumem com a expressão "o elevador social está quebrado".

A economia francesa é a sexta maior do mundo, mas nos últimos anos ela crescido menos do que seus parceiros europeus, situando-se entre os "lanterninhas": 2% de crescimento em 2006, contra 2,6% para a média da zona do euro.

Tags:
Edições digital e impressa