O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajou nesta segunda-feira para o Estado do Mississipi para participar das cerimônias que lembram um ano da passagem do furacão Katrina. Cerca de 1.500 pessoas morreram quando o furacão atingiu o Mississipi e a Louisiana no dia 29 de agosto. Bush seguiu para o Estado da Louisiana na noite desta segunda.
O governo americano foi duramente criticado por sua resposta ao desaste natural. No sábado, Bush havia dito que o governo aprenderia com os erros que foram cometidos. A visita de Bush coincide com alertas meteorológicos de que a tempestade tropical
Ernesto, atualmente no Caribe, pode atingir a Flórida com mais força durante esta semana.
A tempestade ganhou força no sábado, adquirindo status de furacão, antes de enfraquecer novamente.
Nova Orleans
Essa será a 13ª visita de Bush à região. Ele deve reconhecer mais uma vez que seu governo falhou na ajuda à população da costa do Golfo do México quando esta mais necessitava de ajuda.
Nesta segunda-feira, Bush deve se encontrar com líderes em Biloxi, no Mississipi, e visitar uma região afetada. Ele também deve visitor a cidade de Gulfport antes de partir para Nova Orleans, na vizinha Louisiana.
Na terça-feira, Bush deve tomar café da manhã com o prefeito da cidade, Ray Nagin, que criticou bastante as atitudes dos governos federal e estadual em relação ao desastre.
Grande parte de Nova Orleans foi inundada quando os diques que protegem a cidade cederam.
Os que não tiveram meios de escapar antes da chegada do Katrina, principalmente os pobres e idosos, foram abandonados na cidade. As cenas de miséria e desespero que se seguiram chocaram o mundo.
Um ano depois, muitas áreas devastadas pelas cheias devem ainda ser reconstruídas e repovoadas. Menos de 200 mil pessoas, de uma população original de meio milhão, já retornaram para a cidade.
Nagin disse esperar que leve cerca de cinco anos para que o nível populacional se recupere.
Ele também prometeu defender a preservação de bairros negros tradicionais, embora existam argumentos de que esta não seria uma idéia recomendável em termos econômicos ou ambientais.