Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Bush vai ao Mississipi após um ano do furacão Katrina

Segunda, 28 de Agosto de 2006 às 07:59, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajou nesta segunda-feira para o Estado do Mississipi para participar das cerimônias que lembram um ano da passagem do furacão Katrina. Cerca de 1.500 pessoas morreram quando o furacão atingiu o Mississipi e a Louisiana no dia 29 de agosto. Bush seguiu para o Estado da Louisiana na noite desta segunda.

O governo americano foi duramente criticado por sua resposta ao desaste natural. No sábado, Bush havia dito que o governo aprenderia com os erros que foram cometidos. A visita de Bush coincide com alertas meteorológicos de que a tempestade tropical

Ernesto, atualmente no Caribe, pode atingir a Flórida com mais força durante esta semana.
A tempestade ganhou força no sábado, adquirindo status de furacão, antes de enfraquecer novamente.

Nova Orleans

Essa será a 13ª visita de Bush à região. Ele deve reconhecer mais uma vez que seu governo falhou na ajuda à população da costa do Golfo do México quando esta mais necessitava de ajuda.

Nesta segunda-feira, Bush deve se encontrar com líderes em Biloxi, no Mississipi, e visitar uma região afetada. Ele também deve visitor a cidade de Gulfport antes de partir para Nova Orleans, na vizinha Louisiana.

Na terça-feira, Bush deve tomar café da manhã com o prefeito da cidade, Ray Nagin, que criticou bastante as atitudes dos governos federal e estadual em relação ao desastre.

Grande parte de Nova Orleans foi inundada quando os diques que protegem a cidade cederam.
Os que não tiveram meios de escapar antes da chegada do Katrina, principalmente os pobres e idosos, foram abandonados na cidade. As cenas de miséria e desespero que se seguiram chocaram o mundo.

Um ano depois, muitas áreas devastadas pelas cheias devem ainda ser reconstruídas e repovoadas. Menos de 200 mil pessoas, de uma população original de meio milhão, já retornaram para a cidade.

Nagin disse esperar que leve cerca de cinco anos para que o nível populacional se recupere.
Ele também prometeu defender a preservação de bairros negros tradicionais, embora existam argumentos de que esta não seria uma idéia recomendável em termos econômicos ou ambientais.

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