Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Bush vai à Otan e UE para reconquistar aliados

Terça, 22 de Fevereiro de 2005 às 07:40, por: CdB

O presidente dos EUA, George W. Bush, levou seus esforços de reaproximação da Europa para dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Européia (UE), nesta terça-feira, ansioso para superar de vez as divergências surgidas dois anos atrás com a guerra contra o Iraque.

Bush reuniu-se em separado com os líderes dos 26 países-membro da Otan e com os dirigentes dos 25 países-membro da UE em um dia apertado, no qual falará sobre os interesses comuns de todos eles na reconstrução do Iraque e do Afeganistão e na promoção da democracia no Oriente Médio.

- A Otan é uma via importante de contato para os EUA e a Europa. Uma Europa forte é algo importante para os EUA, e eu estou sendo sincero ao dizer isso - afirmou Bush após tomar um café-da-manhã com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, seu maior aliado.

Nesta segunda-feira, primeiro dia da visita a Bruxelas, Bush apelou para a França e a Bélgica, países contrários à guerra contra o Iraque, e agradou o continente com um discurso no qual defendeu uma Europa unida atuando ao lado dos EUA.

O dirigente norte-americano, porém, fez poucas concessões substanciais em suas políticas.
Em sua primeira viagem ao continente europeu desde que deu início a seu segundo mandato, Bush fez da necessidade de cooperação um dos assuntos centrais de seu pronunciamento, contrastando com o unilateralismo identificado em seu governo inicial. 

Nada na maratona diplomática percorrida por Bush foi deixado ao acaso. Até o número de passos que o presidente deu ao cumprimentar os líderes da UE foram checados e ensaiados por agentes do Serviço Secreto.

Aliados da Otan prometeram prorrogar sua missão de paz no oeste do Afeganistão e, ao final, assumiram a responsabilidade por garantir a segurança em todo o país. E todos oferecerão alguma forma de contribuição para os esforços de treinamento de oficiais das forças militares do Iraque.

Chanceleres dos países-membro da UE concordaram em dar apoio ao pacote de medidas elaborado pelos líderes recém-eleitos do país árabe, incluindo o treinamento de policiais e juízes e o oferecimento de auxílio na elaboração da Constituição.

Nesta segunda-feira, Bush jantou com o presidente da França, Jacques Chirac, o crítico mais virulento da invasão do Iraque, liderada pelos EUA. Os dois parecem ter diminuído suas diferenças em torno dos planos da UE de levantar o embargo na venda de armas para a China, algo que os EUA temem pode afetar o equilíbrio estratégico no estreito de Taiwan e colocar em perigo as forças norte-americanas estacionadas na Ásia.

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