Ainda sob intensos ataques devido às falhas de inteligência sobre o Iraque, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tentará mudar de assunto nesta segunda-feira, ressaltando o abandono pela Líbia das armas não convencionais e os esforços do governo norte-americano para levar estabilidade a países ameaçados por militantes islâmicos.
Em uma visita a Oak Ridge, no Tennessee, Bush citará progressos no Afeganistão, Paquistão e na Arábia Saudita, além dos esforços dos EUA para conter os programas nucleares da Coréia do Norte e do Irã.
O objetivo da viagem de Bush parece ser o de ressaltar suas credenciais na segurança nacional diante da campanha contra o democrata John Kerry. Pesquisa da revista Newsweek, divulgada no fim de semana, mostrava que Kerry liderava sobre Bush com 51% a 45% das intenções de voto.
A viagem acontece depois da divulgação, na última sexta-feira, de um relatório do Comitê de Inteligência do Senado afirmando que as agências de inteligência do país exageraram na ameaça representada pelas armas de destruição em massa do Iraque, confiaram em fontes duvidosas e ignoraram evidências contrárias antes da invasão do país, em 2003.
Democratas usaram o relatório para acusar Bush de exagerar as evidências para justificar a guerra contra o Iraque e os republicanos dizem que o governo foi vítima de má informação.
Bush irá ao Laboratório Nacional de Oak Rigde, onde está estocado material relacionado aos esforços da Líbia para desenvolver armas de destruição em massa.
Bush dirá em discurso que a decisão da Líbia é um dos exemplos do progresso na campanha dos EUA contra a proliferação e contra a militância islâmica, disse uma autoridade graduada do governo.
O presidente dirá ainda que o Afeganistão já foi o paraíso da Al Qaeda e agora é livre. Ele também dirá que o governo saudita está lutando contra a organização, que antes recebia ajuda dentro do país.
Outro exemplo que Bush citará é o do Paquistão, um dos poucos países que reconheciam o governo do Taliban no Afeganistão, mas que agora está trabalhando para conter os militantes.