O presidente dos EUA, George W. Bush, rejeitou nesta quarta-feira as ameaças de boicote das eleições no Iraque do próximo dia 30 de janeiro, e reiterou o compromisso de seu governo de melhorar a segurança nesse país nas vésperas do pleito.
- A tarefa pendente é oferecer a melhor segurança possível para as autoridades eleitorais e os cidadãos em cidades como Mossul - disse Bush em declarações à imprensa em seu rancho em Crawford (Texas).
Ele disse que conversou com o presidente interino do Iraque, Ghazi Al-Yawer, e este expressou sua preocupação com a insegurança que impera em Mossul.
- Mas me lembrou que a maioria dos iraquianos, sunitas ou xiitas, quer votar - acrescentou.
O presidente americano garantiu que a prioridade de seu governo é melhorar as condições de segurança para que os iraquianos possam votar em 30 de janeiro, apesar dos contínuos atentados terroristas e ações da insurgência.
- Está claro o que está em jogo nestas eleições. É a diferença entre a capacidade das pessoas de se expressar e a vontade de um indivíduo de impor sua visão nefasta no mundo, entre o povo iraquiano. É muito importante que estas eleições prossigam - afirmou.
Bush respondeu assim a uma gravação transmitida na última segunda-feira e na qual Osama bin Laden fez um apelo ao boicote das eleições, depois de defender que a votação iraquiana acontecerá com uma constituição interina "imposta pela ocupação americana".
Para Bush, a visão do líder da Al Qaeda contrasta com a vontade da maioria dos iraquianos de exercer seu direito ao voto e à liberdade de expressão.
A rápida entrevista coletiva de Bush aconteceu depois de uma declaração sobre os esforços humanitários para ajudar os milhões de afetados no sul da Ásia, depois de uma das piores catástrofes naturais no mundo em quarenta anos.
Bush também falou sobre as condições das tropas americanas. Segundo ele, aumentou "de forma significativa" a produção de veículos blindados leves, e que até meados de 2005 serão concluídas as melhoras dos veículos fabricados sem essas proteções.