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Bush pede corte de emissões 'sem prejuízos à economia'

Sexta, 28 de Setembro de 2007 às 16:08, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que os americanos devem "liderar o mundo no combate à emissão de gases causadores do efeito estufa". Mas Bush acrescentou que isso deve se dar "de uma maneira que não mine o crescimento econômico ou que impeça as nações de dar mais prosperidade a seus povos".

O comentário do presidente americano ocorreu durante seu pronunciamento na conferência sobre meio ambiente que está sendo realizada na sede do Departamento de Estado, em Washington. O evento conta com a participação de 16 dos maiores países poluentes do mundo, incluindo o Brasil.

Bush disse que conciliar o corte de emissões com crescimento econômico é possível.

— No ano passado, a economia dos Estados Unidos cresceu, ao mesmo tempo que reduzimos os nossos índices de emissão de gases do efeito estufa —, disse.

O presidente americano frisou que a tecnologia é uma peça vital para o corte de gases poluentes.
— Somos grande usuários de energia e temos os recursos e o conhecimento para desenvolvermos tecnologias que usem energia limpa —, afirmou.

— Queremos que todas as nações nesta sala ampliem suas pesquisas e investimentos na área de energias limpas. Também devemos trabalhar para que a disponibilidade destas tecnologias aumente, especialmente no mundo desenvolvido —, afirmou.

Fundo internacional

Bush pediu ainda a criação de um fundo internacional de tecnologia.

— Este fundo vai receber contribuições de governos em todo o mundo e ajudará a financiar projetos de energia limpa nos países em desenvolvimento —, disse.

O presidente americano também citou estimativas de cientistas de que quase 20% das emissões de gases causadores do efeito estufa podem ser atribuídas ao desmatamento.

— Estamos fazendo parcerias com outras nações para promover a conservação florestal e sua administração ao redor do mundo. Saudamos os novos compromissos de Austrália, Brasil, China e Indonésia —, disse.

— Continuaremos nossos esforços com a Lei de Conservação das Florestas Tropicais, que ajuda as nações em desenvolvimento a redirecionar pagamentos de suas dívidas por meio de programas de conservação florestal —, acrescentou.

Limites próprios

O discurso do líder americano teve um tom quase que idêntico ao da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, realizado na quinta-feira, na abertura da conferência.

Rice havia dito que cada país deve decidir como se envolver em um esforço mundial de combate ao aquecimento global.

O presidente, por sua vez, disse que cada país deve fixar os seus próprios limites para emissões de gases poluentes e assegurou que os Estados Unidos estão determinados a lidar com o problema do aquecimento global.

— Ao trabalharmos juntos, nós iremos estabelecer políticas sábias e efetivas. É no que estou interessado, políticas efetivas —, afirmou.

— Vamos usar o poder da tecnologia —, acrescentou Bush.

— Existe um caminho adiante que nos permitirá crescer nossas economias e proteger o meio ambiente e isso se chama tecnologia —, afirmou.

O encontro organizado pelo governo americano, na sede do Departamento de Estado, pretende ser um dos primeiros de uma série.

O objetivo é estabelecer pontos de discussão que poderão ser retomados na convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro, em Bali, na Indonésia.

A reunião em Bali poderá estabelecer as metas para um acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto, compromisso em vigor desde 2005 que prevê a redução de gases poluentes e cujo prazo vence em 2012.

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