Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Bush pede ao Congresso que aprove tratado com América Central

Sábado, 04 de Junho de 2005 às 16:32, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu novamente neste sábado ao Congresso que aprove o Tratado de Livre Comércio com a América Central e a República Dominicana, entre outras prioridades legislativas. Bush, que está passando o fim de semana em seu rancho em Crawford (Texas), também aproveitou o discurso que faz todos os sábados pela rádio para destacar o ''bom rumo'' da economia americana.

O governante americano destacou que nos últimos dois anos foram criados mais de 3,5 milhões de empregos, o número de proprietários de imóveis aumentou e a pequena empresa está crescendo.

- Estes são sinais de esperança para nossa economia e temos de trabalhar forte para manter essa prosperidade. Quando os membros do Congresso voltarem na semana que vem, terão de agir em quatro prioridades - insistiu Bush.

Essas prioridades incluem a aprovação de uma lei de energia, o plano orçamentário e a reforma da Previdência Social. Com a mesma ênfase, Bush pediu que o Congresso ratifique o acordo comercial com Guatemala, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Nicarágua e República Dominicana, assinado em maio de 2004 e conhecido como CAFTA-DR, em inglês.

Bush afirmou que o CAFTA-DR ''nivelará o terreno'' para os produtores americanos, ao eliminar as tarifas de 80% das exportações dos EUA para a América Central e para a República Dominicana.

''O CAFTA-DR deixará nossa vizinhança mais segura mediante o fortalecimento das jovens democracias'', acrescentou o governante, que levará esses mesmos argumentos para a

Assembléia Geral da OEA em Fort Lauderdale (Flórida) na próxima segunda-feira.
O CAFTA-DR, o mais importante desde a implementação de um tratado comercial semelhante entre EUA, México e Canadá em 1994, mantém o Congresso dividido até mesmo entre os próprios legisladores republicanos que apóiam o liberalismo comercial.

A maioria dos membros da oposição democrata, apoiada por grupos ambientais e sindicatos, considera que o tratado comercial não inclui suficientes garantias trabalhistas.

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