O presidente dos EUA, George W. Bush, garantiu ao premiê israelense, Ehud Olmert, que a paz na região está condicionada ao cumprimento das questões relativas à segurança do Estado judeu, por parte dos palestinos. Bush, que visitou semana passada o Oriente Médio, avalia que as negociações somente prosseguirão se os palestinos "cumprirem suas obrigações em relação à segurança antes de qualquer acordo de paz ser implementado", afirmou Olmert, neste domingo.
Diante da possível perda de um aliado de direita no conjunto das negociações de paz com os palestinos, Olmert iniciou a reunião semanal do gabinete sem pressa para agilizar uma decisão quanto à soberania do Estado palestino.
- O presidente (Bush) reiterou o comprometimento total dos Estados Unidos para que nenhum acordo entre nós e os palestinos seja colocado em prática antes da implementação completa do 'mapa da paz', em todas as obrigações em relação à segurança de Israel - disse Olmert.
O premiê acrescentou que os compromissos em relação à segurança sejam aplicados não apenas à Cisjordânia, mas também à Faixa de Gaza, atualmente controlada pelo grupo radical Hamas. O "mapa da paz" é um plano, estabelecido em 2003 a partir de uma proposta dos EUA, que pede aos palestinos que controlem os militantes e que Israel impeça qualquer atividade nos assentamentos.
A realidade, porém, é que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, não tem como controlar a segurança na Faixa de Gaza, onde os islamistas do Hamas estão no comando e são radicalmente contra as negociações de paz com Israel, um Estado que eles querem que desapareça do mapa e, para tanto, contam com o apoio do Irã. De sua parte, Israel também não seguiu à risca as suas tarefas, conforme previsto no "mapa da paz", incluindo a promessa de retirar dezenas de assentamentos construídos na Cisjordânia sem autorização do governo.
Bush, na primeira visita de um presidente dos EUA a Israel e Cisjordânia, disse que os assentamentos "tem de sair". E Olmert, durante uma reunião de gabinete, disse que os assentamentos são "uma desgraça", segundo um dos integrantes da reunião, que prefere não ser identificado. Ainda assim, o premiê não apresentou um plano para a retirada dos colonos. Olmert tem sido cauteloso para evitar confronto com Yisrael Beiteinu, um aliado de direita na coalizão, que defende a causa dos colonos e cujos líderes ameaçaram sair do governo por causa das negociações com Abbas.