O presidente norte-americano, George W. Bush, rejeitou sugestões de que sua agenda de governo esteja perdendo força no começo de seu segundo mandato e disse que se sente "confortável" em sua função.
- As coisas não acontecem instantaneamente em Washington - afirmou Bush em uma entrevista coletiva.
- Sei que parte do trabalho é seguir o processo e seguir as políticos...Estou aqui há tempo suficiente para dizer a vocês e às pessoas: as coisas não acontecem da noite para o dia. Demora um pouco - acrescentou.
O presidente afirmou ainda que o problema é se o Congresso é "capaz de fazer algo".
- Sinto-me confortável na minha função como presidente e meu papel é pressionar por reformas - disse ele.
Dois dias depois de conquistar a reeleição, em novembro, Bush declarou que havia conseguido "capital político" e que pretendia "usá-lo".
Na semana passada, a Câmara dos Deputados desafiou a ameaça de veto do presidente e aprovou uma legislação que permite mais recursos federais para a pesquisa com células-tronco embrionárias que seriam rejeitadas.
Democratas do Senado também atrasaram a confirmação de John Bolton como embaixador dos Estados Unidos junto à Organização das Nações Unidas (ONU), marcando outro revés à polêmica nomeação, que tem sido um teste para a influência de Bush em seu segundo mandato.
Bush fez um apelo aos legisladores para que aprovem um projeto de lei sobre energia e seu plano de Previdência.
- Estou pedindo ao Congresso que faça algumas coisas difíceis e vou continuar pedindo algumas coisas difíceis.
Bush nega que esteja perdendo influência no 2o mandato
Terça, 31 de Maio de 2005 às 12:54, por: CdB