O líder norte-americano também lembrou da parceria dos dois países na área de biocombustíveis, que, segundo ele, poderá auxiliar os vizinhos latino-americanos.
Os comentários do presidente dos Estados Unidos foram feitos na segunda-feira, na cidade de Alexandria, próxima à capital norte-americana, durante o lançamento da Conferência das Américas, que conta com representantes de quase 150 organizações latino-americanas e de cem grupos norte-americanos.
Trata-se de uma iniciativa do governo norte-americano que visa firmar parcerias nas áreas de saúde e educação com organizações não-governamentais de países latino-americanos, entre eles o Brasil. O país esteve representando no evento pelo jornalista Gilberto Dimenstein, presidente do projeto Associação Cidade Escola Aprendiz, que visa integrar comunidades e instituições de ensino.
Os EUA também estão se movendo no campo diplomático. Destacados integrantes do governo americano farão um giro pela região nesta semana e passarão pelo Brasil: o subsecretário de Estado Nicholas Burns e o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Ainda que o nome do presidente da Venezuela não tenha sido mencionado na solenidade, analistas acreditam que as recentes ações da administração Bush visam ser um contraponto às iniciativas sociais feitas pelo presidente Hugo Chávez na América Latina.
Agenda
Nesta quarta-feira, Henry Paulson viaja a Brasília, onde deverá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
A viagem de Paulson visa reforçar laços econômicos entre os Estados Unidos e os países da região. Durante sua passagem, o secretário deverá tratar de um programa financiado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), o braço privado do Banco Mundial (Bird).
O projeto do IFC visa dar incentivos a investimentos privados nos setores de energia, transporte e água, entre outros.
O programa contará com investimentos totais equivalentes a US$ 17,5 milhões. Os Estados Unidos deverão entrar com US$ 4,6 milhões, e o Brasil, com US$ 1,9 milhão.
O subsecretário Nicholas Burns visitará os mesmos países e deverá tratar de cooperação na área de biocombustíveis.
Em setembro, é a vez de Carlos Gutierrez, o secretário do Comércio americano, que participará, em Brasília, de um fórum de altos executivos. O objetivo do encontro, diz ele, é expandir o comércio voltado para o Brasil e a partir do Brasil, com a participação do setor privado e de autoridades do governo.
Acordos comerciais
Além de ações no campo diplomático, Bush também vem pressionando o Congresso a aprovar acordos comerciais firmados com Peru, Panamá e Colômbia.
'- Eu gostaria de ver o acordo com o Peru aprovado até o começo de agosto. Os membros do Congresso terão tempo suficiente para aprovar essa importante legislação, para que possamos dar um sinal claro à nossa vizinhança de que nós queremos que vocês sejam prósperos - disse o presidente.
Na opinião de Peter Hakim, presidente do instituto de pesquisas políticas baseado em Washington Inter-American Dialogue, Bush terá dificulades em ver os acordos aprovados dentro do prazo esperado, em especial o tratado com a Colômbia. O Congresso quer que os colombianos dêem mostras cla