O presidente George W. Bush chegou de surpresa a Bagdá nesta terça-feira e se reuniu com o primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki e a maioria dos membros de seu governo na embaixada norte-americana situada na chamada zona verde, o setor ultraprotegido do centro da capital. Essa é a segunda visita de Bush ao país árabe, desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.
- Prazer em vê-lo - disse um sorridente premiê iraquiano a Bush, um pouco depois de sua chegada ao palácio utilizado pela embaixada dos EUA.
Bush respondeu, enquanto apertava a mão de Nuri al-Maliki: "Obrigado por me receber".
O presidente norte-americano está ávido em mostrar progresso no Iraque e restaurar a confiança dos eleitores em seu controle sobre a guerra.
Essa foi sua primeira visita ao Iraque desde novembro de 2003, quando ele viajou para lá para encontrar soldados dos EUA no feriado do dia de Ação de Graças.
A Casa Branca disse que, dessa vez, ele ficaria no país por mais de cinco horas.
Bush encontrou-se com Maliki, membros do governo iraquiano e outras autoridades do Iraque, e planeja discursar para as tropas dos EUA, ainda felizes com o assassinato de Abu Musab al-Zarqawi, líder da Al Qaeda no Iraque, em um ataque aéreo, na quarta-feira da semana passada.
Sigilo era uma prioridade para a visita de Bush. Maliki foi informado da viagem apenas cinco minutos antes de encontrar-se com Bush e muitos membros do gabinete do próprio Bush não sabiam de nada.
Bush estava no meio de um conselho de guerra sobre o progresso dos EUA no Iraque quando, abruptamente, deixou vários de seus secretários de gabinete após o jantar, em Camp David, na noite de segunda-feira, e viajou para o Iraque.
Sob forte esquema de segurança, o Air Force One desceu no Aeroporto Internacional de Bagdá. Então, Bush rapidamente tomou um helicóptero Blackhawk para um vôo de oito minutos para a "Área Verde" da cidade, extremamente fortificada, para encontrar autoridades iraquianas na embaixada norte-americana.
- O futuro está em suas mãos - afirmou o presidente George W. Bush falando ao primeiro-ministro iraquiano Nuri al Maliki, e assegurou que os Estados Unidos ficarão no Iraque para ajudar a manter sua estabilidade.