O presidente dos EUA, George W. Bush, apresentou, no discurso sobre o Estado da União na noite desta quarta-feira, seus planos para reformar o sistema previdenciário do país e ressaltou a necessidade de manter o Iraque pós-eleição no curso atual.
A Constituição norte-americana prevê que o presidente, de tempos em tempos, faça um pronunciamento sobre a situação do país, e Bush pretende usar esse exercício anual, desta vez, para apresentar os planos de governo de seu segundo mandato.
Entre os pontos abordados estão desde a necessidade de austeridade fiscal no orçamento a um apelo para que a Coréia do Norte volte a negociar a respeito de seus programas nucleares. Mas a previdência e o Iraque são os assuntos mais importantes, e Bush encontra-se sob grande pressão nessas duas frentes.
Os democratas, minoria no Congresso, estão ansiosos para derrubar o plano do presidente de privilegiar a previdência privada. Quanto ao Iraque, eles exigem um cronograma prevendo a saída das forças norte-americanas do país árabe, algo que Bush reluta em fazer.
O presidente fez o discurso às 21h (meia-noite no horário de Brasília) a partir da Câmara dos Representantes, em uma sessão conjunta do Congresso da qual também participaram membros do governo, juízes da Suprema Corte e outros líderes do país. Milhões de norte-americanos acompanharam o pronunciamento pela TV.
A Casa Branca disse que essa seria a primeira vez em que Bush apresenta detalhes sobre seu plano de reforma da previdência.