Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Bush exige que Síria retire tropas do Líbano

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu nesta quinta-feira que a Síria retire suas tropas do Líbano, depois do assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 às 15:38, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu nesta quinta-feira que a Síria retire suas tropas do Líbano, depois do assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri, e disse que vai buscar o apoio dos líderes europeus na semana que vem para pressionar ainda mais o governo de Damasco.

- A Síria não está acompanhando o progresso que está ocorrendo no Oriente Médio em geral - disse Bush numa entrevista coletiva.

Ele disse que ainda é cedo para concluir que a Síria teve culpa no assassinato de Hariri. Washington está aproveitando a indignação causada pela morte para aumentar a pressão sobre Damasco.

Bush disse esperar que a Síria obedeça à resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, que exige a retirada das tropas sírias do Líbano, e afirmou:

- Esperamos que eles ajudem na realização de eleições livres e justas no Líbano.

Hariri foi morto na segunda-feira num ataque a bomba que muitos libaneses atribuem à Síria. Damasco negou envolvimento, mas a morte contribuiu para a rápida deterioração das relações entre EUA e Síria.

Depois do ataque, Bush chamou de volta a embaixadora norte-americana na Síria, Margaret Scobey, para consultas urgentes. O presidente vai a Bruxelas na semana que vem para se encontrar com líderes da União Européia e da Otan. Ele disse que vai usar as reuniões para aumentar a pressão sobre a Síria.

- Estou ansioso para trabalhar com meus amigos europeus na viagem que se aproxima, para conversar sobre como podemos agir juntos e convencer a Síria a tomar decisões racionais.

O ataque a bomba aconteceu num momento estratégico para a política norte-americana no Oriente Médio - ao mesmo tempo em que tenta empurrar o Iraque para uma democracia plena, ela pretende ajudar Israel e os palestinos a retomar o processo de paz.

- A democracia está avançando, e esse é um país que não está avançando junto com o movimento democrático - disse Bush.

Os EUA impuseram sanções econômicas contra a Síria em maio, e outras providências possíveis incluem medidas que isolem os bancos sírios. Bush pode congelar os bens de autoridades sírias. A administração também discute a possibilidade de as tropas dos EUA cruzarem a fronteira síria a partir do Iraque para perseguir insurgentes, afirmam fontes.

Bush afirmou que a Síria precisa garantir que seu território não seja usado por insurgentes iraquianos:

- E esperamos que eles encontrem e entreguem partidários do regime de Saddam, devolvendo-os ao Iraque.

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