O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu inspeções mais rigorosas para acaar com armas de destruição em massa do Iraque. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que Bush pediu para que os inspetores atendam ao desejo da comunidade internacional, durante reunião em Washington com o chefe dos inspetores das Nações Unidas, Hans Blix. A reunião foi convocada para discutir como lidar com a oposição, dentro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a um esboço de proposta americana de resolução para tornar mais rígido o regime de inspeções no Iraque. O Conselho de Segurança encerrou sua terceira sessão de discussão da proposta e surgem os primeiros sinais de um entendimento. Votação O correspondente da BBC na ONU, Peter Biles, disse que um acordo parece estar próximo, mas diplomatas afirmam que pode não haver uma votação até a semana que vem. Os Estados Unidos e a França, discutem a possibilidade de que uma primeira resolução estabelecesse novas e rigorosas condições a serem cumpridas pelo Iraque. Se, depois disso, o Iraque colocar obstáculos às inspeções de armas, os Estados Unidos poderão consultar novamente o Conselho de Segurança antes de levar adiante uma ação militar contra o governo iraquiano. Mas os americanos ainda não aceitam que possa haver necessidade de uma segunda resolução da ONU antes de uma guerra. Os Estados Unidos participariam de um segundo debate, mas não necessariamente seguiriam o que fosse decidido nele. Segundo o analista da BBC, Paul Reynolds, essa exigência permite que o governo de Washington mantenha o que acredita ser um direito seu de agir unilateralmente. Ao deixar a reunião do Conselho de Segurança, o embaixador britânico na ONU, Jeremy Greenstock, disse que a Grã-Bretanha não tem objeções ao que ele chamou de processo em duas etapas. Divisão O Conselho de Segurança está dividido sobre a questão do Iraque. Estados Unidos e Grã-Bretanha acreditam que uma nova resolução deva incluir uma ameaça de ação militar. A França e a Rússia se opõem à idéia. Os dois países são membros permanentes do Conselho e têm poder de veto. Eles apresentaram propostas alternativas. A China, quinto membro permanente, deverá se abster. O Conselho de Segurança tem quinze membros no total - dez temporários e cinco permanentes. Só os membros permanentes têm poder de veto. Para ser aprovada, a proposta apresentada pelos Estados Unidos deve receber nove votos a favor e nenhum veto.
Bush exige inspeções mais rigorosas no Iraque
Quarta, 30 de Outubro de 2002 às 21:09, por: CdB