Uma correspondente da BBC em Washington afirma que Chertoff teve um papel importante, mas polêmico, na definição das estratégias do governo na "guerra ao terror".
Entre 2001 e 2003, Chertoff dirigiu a divisão criminal do Departamento da Justiça. Ele seria o responsável por algumas das iniciativas mais controversas na área de segurança desde o 11 de setembro de 2001.
Grupos de defesa às liberdades civis o acusam de limitar a liberdade de expressão e os direitos de defesa de acusados por crimes.
Senado
Bush havia inicialmente nomeado o ex-chefe de polícia de Nova York Bernard Kerik. Ele retirou a sua candidatura ao posto no mês passado temendo um escândalo, após descobertas irregularidades nos documentos de uma ex-empregada doméstica sua.
A indicação de Chertoff ainda precisa ser aprovada pelo Senado americano.
Caso isso ocorra, ele substituirá Tom Ridge, que decidiu deixar o cargo no segundo mandato presidencial, que começa neste mês.
Em sua carta de demissão, Ridge disse que deveria permanecer no cargo até o dia 1º de fevereiro de 2005, a não ser que o Senado indicasse seu sucessor antes disso.
O Departamento de Segurança Interna foi criado por Bush em 2002, após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Seu objetivo é coordenar os esforços de diversas agências governamentais para melhorar a segurança do país e prevenir futuros ataques em solo americano.
Guantánamo
Os Estados Unidos confirmaram que vão transferir os últimos quatro prisioneiros britânicos mantidos presos entre os acusados de pertencer à rede Al-Qaeda na base militar de Guantánamo, em Cuba. Um australiano também será mandado de volta à Austrália.
O Pentágono disse em um comunicado que Londres e Canberra aceitaram a responsabilidade pelos presos e que evitarão o envolvimento deles em futuras atividades "terroristas".
O chanceler britânico, Jack Straw, disse que a polícia da Grã-Bretanha determinará se os quatro presos devem ou não ser interrogados. Acrescentou, porém, que não prometeu nada a Washington.
Todos os quatro são muçulmanos e vêm sendo mantidos presos sem julgamento nem acusação por quase três anos. A família deles diz que são inocentes.
No ano passado, outros cinco detentos britânicos foram transferidos à Grã-Bretanha e libertados poucos dias depois. Agora eles buscam na Justiça reparações, afirmando terem sido vítimas de abusos em Guantánamo.