O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi vaiado nesta quinta-feira, por centenas de pessoas quando colocava uma coroa de flôres ante o túmulo do líder negro Martin Luther King, em Atlanta (Geórgia), no 75o. aniversário de seu assassinato.
Dois dos manifestantes foram detidos, enquanto o resto conseguiu derrubar umas barricadas colocadas por agentes do Serviço Secreto para restringir a passagem dos 500 manifestantes. Durante a manifestação, convocada contra as políticas sociais da Casa Branca, ativistas estudantis e de grupos cívicos e religiosos, fizeram soar tambores e gritavam contra Bush.
O governante colocou a coroa em frente ao túmulo de King (Atlanta, 1929 - Memphis, Tennessee, 1968) e rezou em silêncio antes de dirigir-se a um almoço de arrecadação de fundos, no qual cada prato custava 2.000 dólares.
Apesar de bloqueados por quatro ônibus para impedir sua passagem até o túmulo, os manifestantes aproveitaram a proximidade com Bush para gritar "Bush, vá pra casa!", "A guerra não é a solução", "Bush, sionista, títere e mentiroso", e "Somente Bush em 2004".
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, explicou que Bush visitou o túmulo do líder dos direitos civis para render tributo "a seu legado, sua visão e toda uma vida de serviço" em prol da igualdade.
Mas alguns ativistas de direitos civis indicaram que a visita tinha finalidade eleitoral e que as políticas de Bush, a respeito das minorias e os fundos para diversos programas sociais, deixam muito que desejar e vão contra o legado de King.