O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recebe o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, em seu rancho no Texas nesta segunda-feira para reafirmar o apoio dos EUA para o plano israelense de retirada de Gaza, mas também falará sobre a preocupação com o crescimento de assentamentos na Cisjordânia.
Bush pretende conversar com Sharon sobre o projeto, que ainda está em estágios preliminares, de expandir o maior assentamento judaico na Cisjordânia ocupada, o que pode dar um raro tom de discordância nas negociações entre os dois aliados.
Mas autoridades dos EUA e israelenses negaram a idéia de que Bush tentaria prejudicar a primeira amostra a Sharon da hospitalidade na fazenda presidencial em Crawford, em visita que coroa um ano de manobras políticas em Israel pela sobrevivência do plano de Gaza.
O surto de violência na Faixa de Gaza pode dar a Sharon o motivo para tentar concentrar o encontro em sua exigência, que tem apoio de Washington, de que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, desarme e desmantele os grupos militantes.
- Eles estão apontando uma arma para a cabeça (de Abbas) - disse uma autoridade de Israel, com a condição de manter o anonimato, em referência aos grupos militantes palestinos que dispararam dezenas de morteiros contra assentamentos judaicos em Gaza durante o fim de semana.
Os disparos aconteceram depois da morte de três jovens palestinos desarmados em disparos de tropas israelenses sob circunstâncias contestadas pelos dois lados no sul de Gaza.
Foi o maior surto de violência na área desde que Abbas e Sharon declararam um cessar-fogo em encontro em 8 de fevereiro.
- O disparo (de morteiros) foi uma violação flagrante do entendimento alcançado em Sharm el-Sheikh e será um tema central em minhas conversas com o presidente Bush - disse Sharon no vôo para Texas, no domingo, segundo um assessor.
- Abbas é fraco. Ele precisa de assistência, mas só é possível ajudar quem se ajuda - disse uma autoridade israelenses.
Abbas afirma que deseja cooptar militantes com empregos em instituições do governo, e não reprimi-los, em esforço para evitar conflitos civis.
No final deste domingo, Sharon encontrou-se em seu hotel em Waco, Texas, com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, para preparar o encontro com Bush no rancho a 40 quilômetros de distância.
Bush deverá dizer para Sharon que não pode haver expansão dos assentamentos judaicos sob o plano de paz "mapa do caminho". O plano pede o congelamento da "atividade de assentamentos" de Israel como parte das ações mútuas que levem à criação de um Estado palestino com segurança para Israel.