Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Bush e Blair querem "terminar o trabalho" no Iraque

No encontro que teve hoje com o presidente dos Estados Unidos, George Bush, o premiê da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse que "terminar o trabalho" no Iraque é a única maneira de garantir que não tenha sido em vão o sacrifício dos que morreram no conflito. Eles reforçaram a decisão de manter a data para devolução da soberania ao povo iraquiano. (Leia Mais)

Sexta, 16 de Abril de 2004 às 12:07, por: CdB

No encontro que teve hoje com o presidente dos Estados Unidos, George Bush, o premiê da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse que "terminar o trabalho" no Iraque é a única maneira de garantir que não tenha sido em vão o sacrifício dos que morreram no conflito. Eles reforçaram a decisão de manter a data para devolução da soberania ao povo iraquiano. 

- Não vamos vacilar por medo ou intimidação - disse Bush, sobre as novas ameaças feitas pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

Bush negou que a data de 30 de junho tenha motivação política - apesar de analistas e críticos afirmarem que a transferência na data prevista pode dar impulso à sua campanha de reeleição. 

- Não estamos saindo por causa de política. Estamos mantendo nossa palavra - disse Bush.

Blair e Bush saudaram a proposta, apresentada nesta semana pela ONU, de formação de um governo interino a que o poder será entegue. Antes, enquanto Bush recebia Blair no Salão Oval, a Casa Branca tratava como oportuna uma proposta das Nações Unidas para formação de um governo interino para a transição.

A proposta apresentada pelo enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, é de dissolução do Conselho de Governo do Iraque e instituição de um governo transitório caseiro até que possam ser realizadas eleições, o que está previsto para o ano que vem. 

- A idéia de um presidente, um primeiro-ministro, dois vice-presidentes e um gabinete, nada disso nos preocupa. Consideramos muito bem-vindas as recomendações - disse o porta-voz da Casa Branca, Scott MacClellan.

Além do Iraque e da recente reviravolta da política americana para o conflito entre israelenses e palestinos - com a aprovação de que Israel mantenha assentamentos no território palestino da Cisjordânia -, os dois líderes discutiram a situação do Afeganistão e a desistência da Líbia de buscar armas de destruição em massa. 

- Esta é uma boa oportunidade - disse Blair. - Dá aos palestinos uma chance de criar um governo reformado, justo e livre. A liderança palestina deve atender ao desafio. Isso dá a todos os lados a chance de revigorar o processo do mapa da paz - afirmou o premier britânico, referindo-se ao plano de paz patrocinado por EUA, UE, ONU e Rússia.

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