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Bush diz que posição dos EUA sobre a Libéria não mudou

Quarta, 09 de Julho de 2003 às 14:09, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que "não mudou em nada" em sua posição em relação ao envio das tropas à Libéria, negando-se a assumir um compromisso de contribuição militar americana em uma força de paz no território liberiano.

Bush, que tomou a palavra durante uma coletiva de imprensa com o presidente sul-africano Thabo Mbeki, reiterou seu apelo ao presidente liberiano Charles Taylor para que abandone seu cargo.

Também reafirmou as garantias dadas na terça-feira, durante a etapa senegalesa de sua viagem africana, de que os Estados Unidos vão atuar em conjunto com os países da África ocidental e das Nações Unidas para obter um cessar-fogo na Libéria.

No entanto, considerou muito cedo para definir com exatidão a forma de ajuda que seu país concederá à Libéria.

- Nada mudou nas últimas doze horas - declarou o presidente americano.

Bush fez estas declarações horas depois do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, ter afirmado em Maputo (Moçambique), onde participará da reunião da União Africana, que esperava dos Estados Unidos "a boa decisão" de participar de uma intervenção internacional na Libéria.

- Os Estados Unidos não definiram totalmente o papel que desempenharão na Libéria - declarou Annan antes de se reunir com o presidente de Moçambique, Joaquim Chissano.

Bush afirmou nesta manhã em Pretória que os Estados Unidos garantiriam a formação de sete batalhões de soldados para manter a paz na Libéria, o que deu a entender que seu país poderia optar por uma intervenção de apoio, ao invés de uma missão de combate ativa.

- O prosseguimento desta missão de treinamento é razoável, pois assim não deslocaremos mais tropas além dos limites - comentou. Washington já comanda várias missões no mundo, em especial no Iraque e no Afeganistão.

Por outro lado, Taylor aceitou no último fim de semana uma oferta de asilo da Nigéria, mas indicou que não abandonará seu país antes da chegada de uma força internacional.

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