Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Bush diz que EUA devem dirigir crise no Iraque e no Oriente Médio

Sábado, 17 de Julho de 2004 às 11:18, por: CdB

O presidente americano, George Bush, considerou neste sábado, que seu país deve dirigir as crises do Iraque e do Oriente Médio, "embora isso não agrade algumas pessoas", porque essa é a maneira de lutar contra a Al Qaeda e conseguir um Iraque e uma Palestina democráticos.

- Os Estados Unidos devem dirigir, embora isso não agrade algumas pessoas, os mesmos que apreciarão um mundo em paz, graças à vontade dos Estados Unidos de lutar contra a Al Qaeda e trabalhar por sociedades livres no Iraque e nos territórios palestinos - declarou Bush em uma entrevista publicada neste sábado, pela revista francesa "Le Figaro Magazine".

Assinalou ainda que, "a principal fonte de violência hoje no Iraque é que esse país está no caminho da liberdade" e disse que está "disposto a manter uma posição muito firme e a pedir aos outros que se unam a eles, gostem ou não. E se alguns não quiserem fazer o trabalho sujo, os Estados Unidos o farão como fizeram no passado".

Nesse sentido, aludiu ao papel de seu país durante a Segunda Guerra Mundial contra o nazismo na Europa e para converter o Japão em uma sociedade democrática.

O presidente se negou a abandonar seus princípios sob "qualquer que seja a pressão exercida" e explicou que sua "visão é a de um Iraque livre e democrático e a de um Estado palestino livre e em paz, que serviria de incentivo para uma mudança em uma região onde se mantêm os ressentimentos", lembrando que foi ali onde se recrutaram os terroristas que querem "matar americanos".

Insistiu em sua "intenção de trabalhar para sociedades livres e em paz que garantam a segurança dos Estados Unidos" e em que seguirá mantendo uma política cujo objetivo é "tratar todos os povos com respeito e dignidade".

- Sou alguém que pensa a longo prazo (...) E meu trabalho, enquanto presidente, é ver aonde quero ir, manter a direção e seguir determinado a cumprir esta visão - argumentou.

Quanto às críticas por sua atuação no Iraque, afirmou que "o mundo é melhor sem Saddam Hussein. Estamos no Iraque há seis meses e agora está nascendo um país livre, um país no qual a vida será melhor".

Bush justificou a defesa por Washington de Israel porque "é ao mesmo tempo um velho amigo e um país democrático", mas também lembrou que ele foi o primeiro presidente dos Estados Unidos que interveio ante a ONU para "reclamar frente ao mundo inteiro a criação de um Estado palestino que viva em paz ao lado de Israel".

No entanto, admitiu os obstáculos para que se cumpra a data de 2005 pelo "contratempo devido a toda essa violência e à substituição de Abú Mazen, o antigo primeiro-ministro da Autoridade Palestina". "É possível que não cheguemos a respeitar esse calendário", assinalou o presidente americano, que estimou que o problema dos palestinos é que não têm nem estados, nem dirigentes com vontade de deter a violência.

Perguntado sobre o "Mapa de Caminho", Bush respondeu que "continua sendo muito importante. É uma forma de ir adiante e de comprometer a comunidade internacional. É indispensável para garantir que o jovem Estado palestino possa se beneficiar do apoio necessário para seu crescimento".

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