Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Bush diz a Blair que não espere favores do G8

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que Tony Blair não deve esperar favores especiais durante o encontro do G8 desta semana, apesar do sólido apoio do primeiro-ministro britânico aos norte-americanos no Iraque. (Leia Mais)

Segunda, 04 de Julho de 2005 às 06:16, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que Tony Blair não deve esperar favores especiais durante o encontro do G8 desta semana, apesar do sólido apoio do primeiro-ministro britânico aos norte-americanos no Iraque.

Em declarações feitas antes do encontro de 3 dias do Grupo dos 8 (G8) em Gleneagles, Escócia, Bush disse que não vê seu relacionamento com Blair como algo que exija compensações.

- Tony Blair tomou decisões sobre o que achou ser o melhor para manter a paz e ganhar a guerra contra o terrorismo, como eu fiz - disse ele ao canal britânico ITN, em entrevista que será transmitida nesta segunda-feira.

- Então eu vou ao G8 sem tentar realmente fazer com que ele pareça bom ou mau, mas vou ao G8 com uma agenda que acredito ser a melhor para o nosso país - ressaltou.

O presidente descartou comprometer os EUA a um acordo com aspectos legais sobre o aquecimento global seguindo as linhas do protocolo de Kyoto, de 1997, que Washington recusou-se a ratificar.

- Se (o acordo que deverá ser feito em Gleneagles) for parecido com Kyoto, a resposta é 'não. O tratado de Kyoto teria destruído a nossa economia, para ser direto - disse ainda. 

Mas ele descreveu a mudança climática como um "tema significativo, de longo prazo, com o qual teremos que lidar" e reconheceu que a atividade humana é "de certa forma" culpada pelo problema.

Cientistas advertiram que as temperaturas globais podem subir mais de dois graus até o final do século devido a gases que causam o efeito estufa gerados por atividades como a queima de combustíveis fósseis.

Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia, que fazem parte do G8, assinaram o protocolo de Kyoto, que pretende reduzir as emissões de dióxido de carbono para níveis 5,2 por cento abaixo dos índices de 1990 no período entre 2008 e 2012.

Bush retirou-se em 2001, dizendo que Kyoto seria muito dispendioso e que erra ao excluir países em desenvolvimento.

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