Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Bush defende Blair, acusado de exagerar sobre armas de destruição

Quarta, 18 de Junho de 2003 às 15:50, por: CdB

O presidente americano, George W. Bush, defendeu nesta quarta-feira, seu principal aliado na campanha contra o Iraque, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que foi acusado de exagerar a suposta ameaça das armas iraquianas de destruição em massa. Blair e seu Governo estão sendo acusados de utilizar meias verdades para justificar a invasão do Iraque, enquanto um comitê parlamentar investiga as provas britânicas sobre as armas proibidas do Iraque. Bush disse nesta quarta que Blair "trabalhou com muito boa informação de inteligência e que as acusações simplesmente não são verdade". Desde o início da invasão do Iraque no dia 20 de março, as tropas aliadas não encontraram armas de destruição em massa, em meio ao aumento das críticas e acusações dos que se opõem a guerra. O Governo de Washington citou até agora a descoberta de dois reboques de caminhão, que acreditam que podem ter sido laboratórios móveis de armas biológicas, para mostrar seus avanços na busca dos supostos arsenais iraquianos. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, insistiu que a busca das armas está sendo "muito cuidadosa". Em Washington, um comitê da Câmara de Representantes iniciou nesta quarta uma série de audiências a portas fechadas para saber quais as provas exatas que o Governo possuía sobre as armas do Iraque. O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou que os dados da espionagem "eram corretos em geral" e "não foram contestados nas Nações Unidas" antes da guerra. Nesse momento, "o assunto não era se a informação era boa ou não, o único assunto foi se era apropriado esperar um pouco mais para que as inspeções dessem resultados", assinalou Rumsfeld durante uma entrevista coletiva no Pentágono.

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