O presidente americano, George W. Bush, defendeu nesta quarta-feira, seu principal aliado na campanha contra o Iraque, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que foi acusado de exagerar a suposta ameaça das armas iraquianas de destruição em massa. Blair e seu Governo estão sendo acusados de utilizar meias verdades para justificar a invasão do Iraque, enquanto um comitê parlamentar investiga as provas britânicas sobre as armas proibidas do Iraque. Bush disse nesta quarta que Blair "trabalhou com muito boa informação de inteligência e que as acusações simplesmente não são verdade". Desde o início da invasão do Iraque no dia 20 de março, as tropas aliadas não encontraram armas de destruição em massa, em meio ao aumento das críticas e acusações dos que se opõem a guerra. O Governo de Washington citou até agora a descoberta de dois reboques de caminhão, que acreditam que podem ter sido laboratórios móveis de armas biológicas, para mostrar seus avanços na busca dos supostos arsenais iraquianos. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, insistiu que a busca das armas está sendo "muito cuidadosa". Em Washington, um comitê da Câmara de Representantes iniciou nesta quarta uma série de audiências a portas fechadas para saber quais as provas exatas que o Governo possuía sobre as armas do Iraque. O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou que os dados da espionagem "eram corretos em geral" e "não foram contestados nas Nações Unidas" antes da guerra. Nesse momento, "o assunto não era se a informação era boa ou não, o único assunto foi se era apropriado esperar um pouco mais para que as inspeções dessem resultados", assinalou Rumsfeld durante uma entrevista coletiva no Pentágono.
Bush defende Blair, acusado de exagerar sobre armas de destruição
Quarta, 18 de Junho de 2003 às 15:50, por: CdB