Ele manifestou preocupação com a reação da população de Kosovo se suas expectativas forem frustradas.
- A questão é se vai haver diálogo interminável sobre o assunto sobre o qual já formamos uma opinião - afirmou, depois de encontro com o premiê albanês, Sali Berisha.
Bush reiterou seu apoio ao plano da ONU para Kosovo, acrescentando que é hora de "começar a andar" apesar da oposição da Rússia e da Sérvia.
A Rússia alega que a independência de Kosovo pode criar um precedente para outras regiões com anseios separatistas. Bush pediu ainda ao governo albanês que ajude a manter a calma e a paz em Kosovo.
O G8 - grupo das nações mais industrializadas e a Rússia - não conseguiu chegar a um acordo em sua reunião da semana passada sobre Kosovo.
Aliado
A capital albanesa, Tirana, está cheia de faixas de saudação e fotografias de Bush, que deverá ainda se tornar nome de rua na cidade.
A Albânia, um dos países mais pobres da Europa, é um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos desde que deixou o isolamento imposto por 40 anos de seu regime comunista. Os albaneses também receberam bem o papel norte-americano na expulsão de tropas sérvias acusadas de matar civis de origem albanesa na província sérvia de Kosovo.
O presidente Bush apoiou um plano da Organização das Nações Unidas para que a província, de população majoritariamente albanesa, tenha uma independência supervisionada. A proposta teve, contudo, a oposição da Rússia.
Os líderes albaneses esperam que a visita ajude a dar força às tentativas do país de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Européia. Além de se reunir com líderes albaneses, Bush deverá almoçar em Tirana com os primeiros-ministros da Croácia, Ivo Sanader; da Macedônia, Nikola Gruevski.
O correspondente da BBC em Tirana, Nick Hawton, disse que Bush espera que a visita estimule suas propostas de propagação da democracia apresentando uma imagem contrária à apresentada pelos problemas no Iraque.