O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criticou na última segunda-feira o novo primeiro-ministro da Espanha, José Luís Rodriguez Zapatero, que decidiu retirar 1.400 soldados do Iraque. Bush pediu garantias de que a retirada dos soldados espanhóis não vai colocar em risco as outras tropas no país árabe.
O governo Bush teme que a saída da força espanhola possa abalar a segurança e os trabalhos de reconstrução em partes do Iraque. E planeja preencher eventuais brechas com tropas próprias ou de outros aliados da coalizão, embora Honduras tenha anunciado nesta segunda-feira que planeja uma possível retirada de seus 370 soldados do país.
Em uma conversa telefônica de cinco minutos, iniciada por Zapatero, Bush lamentou a decisão do primeiro-ministro espanhol e alertou-o sobre futuras ações que possam dar um 'falso conforto a terroristas', afirmou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan.
- Continuaremos trabalhando com a Espanha na guerra ao terrorismo. A coalizão no Iraque é forte - disse McClellan a jornalistas.
A Espanha anunciou no domingo que vai retirar seus 1.400 soldados do Iraque o mais rápido possível. Sob o governo do ex-primeiro-ministro José María Aznar, a Espanha, ao lado da Grã-Bretanha e Itália, era um dos mais fortes aliados da invasão americana do Iraque.
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026
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