O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse neste sábado que a crise financeira exigirá uma resposta global e coordenada e que as nações mais industrializadas precisam trabalhar juntas para resolvê-la rapidamente. Ele alertou, entretanto, que o problema não será sanado da noite para o dia.
- Todos nós reconhecemos que esta é uma crise global séria e que, portanto, requer uma resposta global séria - afirmou ele a repórteres após um inusitado encontro neste sábado com chefes do G7 e líderes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.
- Estou confiante de que as maiores economias do mundo podem superar os desafios que enfrentamos - disse Bush. Ele argumentou que os Estados Unidos têm um papel de liderança na solução da crise.
Os créditos foram prejudicados no ano passado após a ruína do mercado imobiliário norte-americano, o que fez as ações do mundo todo caírem vertiginosamente e forçou a administração Bush e tomar medidas extraordinárias para levantar o sistema financeiro do país.
O presidente insistiu que o pacote de 700 bilhões de dólares, aprovado na semana passada pelo Congresso norte-americano, é adequado para lidar com os problemas, mas que demorará um tempo para implantá-lo.
- Esses esforços extraordinários estão sendo implantados o mais rápida e efetivamente possível - afirmou, ladeado pelos ministros das Finanças do G7, além de importantes membros do seu próprio gabinete, incluindo o Secretário do Tesouro, Henry Paulson.
- Os benefícios não serão realizados da noite para o dia, mas, quando essas ações foram implementadas, ajudarão a restaurar a estabilidade de nossos mercados e a confiança das nossas instituições financeiras - disse Bush.
O Departamento do Tesouro está trabalhando em um plano para tomar fatias iguais das instituições financeiras e ajudar a equilibrar suas contas, que foram prejudicadas pelas perdas do setor imobiliário.
Sem crédito, o crescimento econômico diminuirá, e os investidores querem que o G7 construa um plano para levar o crédito de volta ao mercado.
Bush exortou as nações do Grupo dos Sete a continuarem trabalhando em cooperação e pediu que elas coordenem suas respostas à crise para ajudar a descongelar os mercados de crédito, citando o corte de taxas de juros pelos bancos centrais, nesta semana, como um bom exemplo.
O presidente afirmou que o G7 fará o que for preciso para sanar a crise e elogiou o trabalho do grupo para implantar medidas para estimular o crédito e assegurar que os bancos levantem dinheiro novamente.
O grupo é formado por Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, Canadá, Grã-Bretanha e Itália.