Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Bush corre risco de perder maioria legislativa nas eleições

Segunda, 06 de Novembro de 2006 às 19:50, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, corre o risco de perder nas eleições legislativas da próxima terça-feira as maiorias que vêm sustentando seu mandato desde que chegou à presidência em 2001, ao término de uma campanha tomada pelo debate sobre a guerra no Iraque. Para o especialista independente Charlie Cook, somente um "milagre" pode salvar o Partido Republicano de uma derrota na Câmara dos Representantes.

As pesquisas nacionais de opinião, na verdade, revelam uma ampla vantagem da oposição democrata, de entre 11% e 18%. Bush enfrenta, assim, a ameaça de passar os dois últimos anos de seu governo numa difícil convivência com os democratas, que não compartilham nenhuma de suas prioridades e parecem decididos a intensificar as investigações parlamentares sobre as ações da administração, desde à gestão da guerra à política energética.

Qualquer que seja o resultado das legislativas, o cientista político Larry Sabato prevê um curto período de trabalho conjunto, que poderá ser medido em minutos ou, até, não acontecer, seguido de uma campanha de dois anos para as eleições presidenciais de 2008, com personalidades como Hillary Clinton e o influente senador John McCain.

Cerca de 200 milhões de eleitores decidirão terça-feira a sorte dos 435 assentos da Câmara dos Representantes e de 33 das 100 cadeiras do Senado, além de se pronunciarem sobre inúmeras decisões locais.

Os democratas devem conquistar pelo menos 15 assentos na Câmara para reassumir o controle, o que não acontece há 12 anos. No Senado, o número mágico é de seis cadeiras, mas os especialistas acham difícil que isto aconteça. O principal tema da campanha foi a guerra no Iraque, a maior preocupação dos eleitores de acordos com todas as pesquisas.

Segundo pesquisa da revista Newsweek, os opositores inspiram mais confiança do que os republicanos para administrar a economia (47%, contra 34%). No entanto, os democratas desconfiam das efetivas redes conservadoras, que podem privá-los de uma vitória no último momento.

Mas eles esperam também que um recente escândalo sexual no Congresso e as comprometedoras revelações sobre um influente pastor evangélico acusado de adultério homossexual, desencorajem os eleitores da direita religiosa sobre o valor de apoiar a atual maioria.

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