O presidente dos EUA, George W. Bush, considerou encerradas as renúncias em sua atual equipe de governo, com a confirmação para o gabinete de seu segundo mandato de seis ministros, quatro anunciados nesta quinta-feira, e depois da saída de nove.
A Casa Branca confirmou hoje que permanecerão em seus postos os titulares de Transporte, Norman Mineta; Trabalho, Elaine Chao; Interior, Gale Norton, e Habitação, Alphonso Jackson.
Bush também indicou hoje seu até agora embaixador no Vaticano, Jim Nicholson, como novo secretário de Assuntos dos Veteranos, depois da renúncia de Anthony Principi na quarta-feira.
Nicholson "é um patriota, um homem de profundas convicções, que respondeu ao chamado de seu país muitas vezes", declarou o presidente em uma breve cerimônia na Casa Branca.
Assim como os outros, a nomeação de Nicholson deve ser confirmada pelo Senado. Ele é advogado de profissão e veterano do Vietnã, que ocupou a presidência do Partido Republicano no final dos anos 90.
Ao aceitar sua indicação, Nicholson garantiu que "os militares americanos são o orgulho da nação".
"Não podemos recompensá-los suficientemente pelas coisas que fazem quando pedimos: os sacrifícios, as separações, os atos heróicos", disse.
O embaixador se referiu também a sua infância, carente de recursos em Struble, cidade do estado do Iowa, e assegurou que se fará parte do governo "será graças às oportunidades" que recebeu como cadete na academia militar de West Point e como soldado.
Com este anúncio, só falta Bush propor seus aspirantes às Secretarias de Energia e Saúde.
Na semana passada, a Casa Branca confirmou a permanência do controvertido secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, que está enfrentando uma tempestade política depois de receber, no Kuwait, as críticas dos soldados americanos sobre as condições e precariedade dos equipamentos com os quais combatem no Iraque.
Na quarta-feira, também foi confirmada a continuidade de John Snow à frente do Departamento do Tesouro, anúncio que pôs fim a semanas de suposições e foi uma das grandes surpresas para o segundo mandato de Bush, que começará oficialmente em 20 de janeiro.
A saída de Snow, um dos membros do atual gabinete mais leais a Bush, era dada como certa depois que vários jornais citaram um alto funcionário que garantia que o secretário do Tesouro "poderia ficar quanto tempo quisesse, desde que não fosse muito".
Os titulares de nove secretarias do gabinete mudarão, ou seja, dois terços do total.
Bush já nomeou seus candidatos para as secretarias de Estado: a conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice; de Segurança Nacional, o ex-chefe da Polícia de Nova York Bernard Kerik, e de Justiça, o conselheiro legal da Casa Branca Alberto González.
Além disso, Carlos Gutiérrez, presidente da empresa de alimentação Kellogg's, foi proposto para o comando do Departamento de Comércio; sua conselheira de Política Interior, Margaret Spellings, foi indicada para a Educação, e o governador de Nebraska, Mike Johanns, para a Agricultura.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, evitou hoje fazer suposições sobre possíveis candidatos para as duas pastas que ainda estão vagas, Energia e Saúde.
Mas entre os candidatos analisados para a de Energia estão o presidente do Instituto Elétrico Edison, Tom Kuhn; o atual "número dois" do departamento, Kyle McSlarrow, e William Martin, um dos responsáveis por esta pasta durante o mandato de George Bush pai.
Para a Saúde, foi levantado o nome do responsável pelo Medicare, o sistema saúde para os aposentados, Mark McClellan, irmão do porta-voz da Casa Branca.
As nove substituições no gabinete dos EUA são, em números, uma das maiores num segundo mandato presidencial da história recente.
Bill Clinton e Ronald Reagan substituíram sete de seus secretários e Richard Nixon, nove. Já Lyndon Johnson e Harry Truman trocaram apenas quatro.